Archive for the 'The Beatles' Category



04
maio
17

Divulgados os preços para o show de Paul McCartney em Salvador em outubro

Paul McCartney em Salvador - Cartaz de DivulgaçãoDesde a terça-feira, 2 de maio, o público de Salvador já sabia que Paul McCartney voltará ao Brasil em outubro e que tocará na capital baiana, além das apresentações que vão ocorrer em Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte. Faltavam, porém, os detalhes sobre preços e datas de venda para que a informação ficasse completa em relação à capital baiana. A curiosidade terminou no dia 3, quando a produtora Time For Fun divulgou o que faltava.

Segundo os organizadores, tal qual o que ficou definido para os shows de Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte, haverá para os baianos uma pré-venda exclusiva para clientes cartão Elo em até 5 vezes sem juro, entre os dias 5 e 6 de maio, começando 0h01 do dia 5 de maio pela internet (www.ticketsforfun.com.br).

Em ponto físico, a pré-venda começará às 10 horas do dia 5 de maio na Itaipava Arena Fonte Nova, que será o palco do show em Salvador no dia 20 de outubro.

Na capital gaúcha, Paul tocará no dia 13 de outubro no Estádio Beira-Rio. Em São Paulo, vai se apresentar no Allianz Parque, a Arena do Palmeiras, no dia 15 de outubro. Na capital mineira, fará show no dia 17 de outubro no Estádio do Mineirão.

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02
maio
17

Paul McCartney volta ao Brasil em outubro para shows confirmados em Porto Alegre, SP, BH e Salvador

Paul McCartney no Brasil - Cartaz de DivulgaçãoPaul McCartney voltará ao Brasil em outubro para shows em quatro capitais brasileiras. O eterno Beatle trará a turnê “One On One” para Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador.

Na capital gaúcha, Paul tocará no dia 13 de outubro no Estádio Beira-Rio. Em São Paulo, vai se apresentar no Allianz Parque, a Arena do Palmeiras, no dia 15 de outubro. Na capital mineira, fará show no dia 17 de outubro no Estádio do Mineirão. Em Salvador, tocará na Itaipava Arena Fonte Nova no dia 20 de outubro.

Segundo os produtores, a atual turnê de Paul inclui uma “deslumbrante produção redesenhada” assim como a apresentação de músicas populares mais amadas e “nunca antes tocadas”.

A turnê abrange toda a carreira de Paul, do seu trabalho mais antigo com The Quarrymen até sua mais recente colaboração com Kanye West e Rihanna, assim como os tesouros mundiais de The Beatles, Wings e também sua carreira solo.

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21
fev
17

Habituado a grandes parcerias, Ringo Starr grava música com Paul McCartney

Ringo Starr e Paul McCartney - Foto: Divulgação

Por Roberto Carlos dos Santos*

Um encontro entre Paul McCartney e Ringo Starr ocorrido no domingo, dia 19 de fevereiro, movimentou o mundo da música. Os dois Beatles ainda vivos se reuniram no estúdio que o baterista mantém em sua casa para gravar uma nova canção juntos.

Outro músico convidado para a gravação do novo álbum de Ringo foi o ex-guitarrista de Eagles Joe Walsh, que ao lado de Don Felder produziu um dos mais cultuados duelos de guitarra da história do rock, na lendária “Hotel Califórnia”.

“Obrigado por ter vindo aqui e tocado um ótimo baixo. Eu te amo, cara, paz e amor”, escreveu Ringo no Twitter.

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20
jan
17

Discografia completa de George Harrisson será relançada em vinil

Reprodução de foto com o pacote de George HarrissonGrande notícia para quem curte a carreira solo de George Harrisson. A discografia completa do ex-Beatle será relançada em vinil em fevereiro.

Harrisson, que faleceu em 2001 de câncer no pulmão, faria 74 anos no dia 25 de fevereiro. Como parte comemorativa do aniversário do ex-Beatle, a discografia será lançada no dia 24 de fevereiro.

O box “George Harrison – The Vinyl Collection” já está em pré-venda no site da Amazon e contará com nada menos que 12 discos de estúdio, além do álbum ao vivo “Live In Japan”.

Todos os disco foram remasterizados e prensados em vinil de 180 gramas.

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23
out
16

Exposição Beatlemania Experience é cancelada após danos gerados por fortes chuvas em SP

Beatlemania Experience - Reprodução do Banner com a mensagem de cancelamentoA exposição Beatlemania Experience foi oficialmente cancelada pelos organizadores por causa das fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo no dia 20 de outubro. Segundo a produção do evento,  parte da estrutura da exposição foi severamente abalada no Shopping Eldorado, na zona oeste da capital paulista.

Órgãos da prefeitura e do governo ordenaram a interdição do local e, com isso, a interrupção do evento por prazo indeterminado. Por conta desta recomendação, todas as datas futuras de visitação foram automaticamente canceladas.

A Beatlemania Experience estava em cartaz desde o dia 24 de agosto. A expectativa de término da exposição era apenas para a primeira quinzena de novembro.

“Sentimos muito pelo ocorrido, e informamos desde já que todos os ingressos comprados serão devidamente cancelados, com reembolso dos valores pagos a todos os compradores”, escreveram os organizadores do evento no comunicado oficial. “Para tal, pedimos que entrem em contato diretamente com a empresa Ingresso Rápido, que será a responsável pelo processo de devoluções e estornos”, complementaram.

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21
ago
16

Exposição Beatlemania Experience começa em SP no dia 24 de agosto

Beatlemania Experience - Reprodução do CartazComeça na cidade de São Paulo, no dia 24 de agosto, a inédita exposição Beatlemania Experience. O evento, que promete fazer uma imersão completa na carreira dos Beatles, será realizado no Shopping Eldorado, zona oeste da capital, em um espaço com mais de 2.000 metros quadrados.

Segundo os organizadores, não se trata de apenas mais uma exposição com memorabilia, itens raros e imagens da carreira da banda mais importante da história.

Ela obviamente traz isso na programação, mas o objetivo é aproveitar momentos mais importantes da biografia de John, Paul, George e Ringo, valendo-se de elementos capazes de levá-los a uma viagem no tempo e espaço.

Dentro de uma tenda com mais de 2.000 metros quadrados, serão montadas 10 alas principais e outras transitórias, nas quais serão recriados momentos decisivos da história dos Beatles. Réplicas de roupas e instrumentos, memorabilia, capas de revistas e jornais da época, muitas fotos inéditas, filmes, vídeos e totens interativos são alguns dos elementos presentes.

Entre as várias surpresas que serão vistas na Beatlemania Experiences, os organizadores vão recriar o show da carreira da banda que ocorreu em 1965 nos EUA, no Shea Stadium, em Nova York, que contou com mais de 50 mil pessoas, recorde para um show musical na época. Essa apresentação será trazida na exposição por meio de um filme de realidade virtual, que conduzirá os visitantes ao melhor assento do estádio e os fará se sentirem na plateia daquela empolgante performance, uma das mais mitológicas de todos os tempos.

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05
ago
16

50 anos do inovador ‘Revolver’, clássico álbum dos Beatles

"Revolver" - Reprodução da capaPor Roberto Carlos dos Santos*

“Revolver”, uma das mais importantes obras dos Beatles, completa 50 anos em 2016. O sétimo álbum do grupo inglês foi lançado no dia 5 de agosto de 1966 no Reino Unido e três dias depois nos Estados Unidos.

Os Beatles já haviam demonstrado seu amadurecimento musical e a busca por novas sonoridades em “Rubber Soul”, lançado pouco tempo antes, no final de 1965. “Revolver” mostrou-se ainda mais inovador.

Entre as novidades estava a entrada definitiva dos Fab Four no mundo do psicodelismo e do LSD com “Tomorrow Never Knows”, de John Lennon, e a paixão escancarada de George Harrison pela música indiana em “Love You Too” – sentimento que o guitarrista manteve durante toda sua carreira.

Paul McCartney trouxe a vibrante “Got to Get Into My Life”, com seus metais e inspiração na soul music americana, e as baladas “Here There and Everywhere” e “For no One” – além da enigmática “Eleanor Rigby”.

Inicialmente, os quatro concordaram que o nome do novo álbum seria “Abracadabra”, mas foram avisados de que já existia outro disco com o mesmo título. As sugestões de batismo foram muitas: passaram pela pouca inspirada ideia de Paul – “Rock in Roll Hits of ’66” – até “Beatles on Safari”, proposta de John que também não arrancou suspiros de ninguém. Paul propôs “Magic Circle”, que John desvirtuou sugerindo “The Four Sides of The Circle”.

Após algum tempo de discussão, Paul sugeriu “Revolver”, prontamente aceito por todos. O nome não tem relação com a arma de fogo, mas sim com o movimento de rotação – de um disco, por exemplo – ou, segundo outra interpretação, a renovação de ideias.

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20
jun
16

Liberado o primeiro trailer de documentário dos Beatles previsto para setembro

"Eight Days A Week – The Touring Years" - Reprodução do cartaz do documentárioO público conheceu nesta segunda-feira, 20 de junho, o primeiro trailer do documentário “Eight Days A Week – The Touring Years”, que retratará a primeira fase da carreira dos Beatles. O filme, previsto para ser lançado oficialmente no dia 16 de setembro, é dirigido por Ron Howard.

O documentário traz entrevistas com os ex-beatles remanescentes, Paul McCartney e Ringo Starr, e focará o período de 1962 e 1966, no qual o lendário grupo britânico começou a ser aclamado pelo mundo.

A ideia de Howard é captar desde os primórdios da banda no Cavern Club, em Liverpool, até a última apresentação regular, no Candlestick Park, em São Francisco (EUA), em 1966.

Howard, que já ganhou o Oscar de melhor direção pelo filme “Uma Mente Brilhante” em 2002, tem a companhia dos produtores Nigel Sinclair, Brian Grazer e Scott Pascucci.

Esta equipe de “Eight Days A Week – The Touring Years” teve acesso ao arquivo da Apple Corps, bem como de gravações amadoras de fãs. O material vasto promete encantar os fãs da maior banda da história.

Além do lançamento mundial no dia 16 de setembro, o documentário será disponibilizado no dia seguinte pelo serviço de streaming Hulu.

Veja abaixo o trailer do filme:

29
fev
16

Rede de cinemas exibirá edição especial do filme ‘A Hard Day’s Night’, dos Beatles, em março

The Beatles: A Hard Day's Night" - Reprodução do Cartaz do filmeOs fãs dos Beatles terão a oportunidade de assistir nos cinemas a um dos filmes clássicos da banda em março. Nos dias 3, 6 e 8, a rede Cinemark exibirá a edição comemorativa de 50 anos do filme “The Beatles: A Hard Day’s Night”.

Lançado originalmente em 1964 em preto e branco, a película musical dirigida por Richard Lester retratou o período da beatlemania, alcançando grande sucesso de público e crítica.

Em 2014, o filme foi remixado e remasterizado no estúdio Abbey Road, em Londres, em comemoração aos seus 50 anos.

No Brasil, o filme chegou ser chamado nos Anos 60 de “Os Reis do Iê, Iê, Iê” e ajudou a difundir os sucessos da maior banda da história da música.

No filme, além de toda a febre da beatlemania retratada, os Beatles tocam algumas de suas canções, que foram lançadas em um álbum com mesmo nome.

As exibições do filme “The Beatles: A Hard Day’s Night” acontecem em Aracaju (Shopping Jardins), Belo Horizonte (BH Shopping), Brasília (Pier 21), Cuiabá (Goiabeiras Shopping), Curitiba (Shopping Mueller), Florianópolis (Floripa Shopping), Goiânia (Flamboyant), Londrina (Boulevard Londrina), Natal (Midway Mall), Niterói (Plaza Shopping), Porto Alegre (Barra Shopping Sul), Recife (RioMar), Rio de Janeiro (Downtown), São Paulo (Eldorado, Cidade São Paulo, Metrô Santa Cruz e Pátio Higienópolis), Santos (Praiamar Shopping) e Vila Velha (Shopping Vila Velha).

Os ingressos podem ser adquiridos na internet, no site da Cinemark (www.cinemark.com.br) ou nas bilheterias dos cinemas participantes. Os valores são R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Clientes Cinemark Mania têm 50% de desconto no valor do ingresso.

02
fev
16

Espetáculo infantil ‘Beatles Para Crianças’ é a salvação para apresentar o rock aos filhos

"Beatles para Crianças" em SP - Foto: Roque Reverso/Flavio LeonelTão esquecido e maltratado ultimamente no Brasil, o rock sobrevive graças aos incansáveis batalhadores pelo estilo, como as poucas rádios dedicadas a ele, sites específicos e o público, que se recusa a cair na teia dos “leco-lecos” e afins. Num cenário como o atual, no qual há uma overdose de músicas populares fracas, mas grudentas, apresentar o estilo aos filhos vira uma missão ainda mais difícil.

Neste cenário bastante preocupante, o espetáculo infantil “Beatles para Crianças” é praticamente a salvação da lavoura.

Em pouco mais de 1 hora de apresentação, um quinteto de músicos bem afiados praticamente ensina às crianças a curtirem o seu “primeiro show de rock”. Tudo isso é amparado simplesmente por músicas da maior banda que o planeta viu em todos os tempos.

O “Beatles para Crianças” é um projeto criado por Fabio Freire, educador, músico e diretor musical. Professor de música há mais de dez anos para crianças de todas as idades e com o currículo de quatro CDs compostos para o público infantil, além de diversas apresentações musicais e teatrais, Freire teve a ideia de se reunir com outros 3 músicos e com o ator Gabriel Manetti, que divide os vocais com ele, para formar este show.

Durante a apresentação, as crianças aprendem não somente alguns dos maiores sucessos dos Beatles como também acabam conhecendo instrumentos musicais; dos mais tradicionais, como a guitarra, o baixo e a bateria, até os menos comuns para adultos não tão ligados no assunto, como o washboard e o ukelele.

O show começa com os primeiros movimentos que precisam ser aprendidos pelas crianças para a curtição de uma apresentação do rock, como balançar a cabeça, levantar as mãos para cima e pular. Além desses movimentos comuns ao mundo infantil, há o ensinamento do famoso “air guitar”, que é aquele no qual os fãs de rock costumam simular que estão tocando o instrumento de seis cordas.

No repertório, não faltam clássicos, como “Twist and Shout”, “Blackbird”, “Help”, “Hey Jude”. Na onda do filme “Minions”, a banda toca também “Got To Get You Into My Life”, que faz parte da trilha sonora da película e, no espetáculo infantil, é acompanhada, no telão ao fundo, por um clipe que traz os famosos personagens do cinema.

Interessante que, apesar da realização do show num teatro, não há qualquer preocupação em manter as crianças sentadas nas cadeiras. Elas ficam livres para correr, brincar e, obviamente, dançar e cantar. Para os menores, há pufes que servem de apoio nas cadeiras e acabam virando, no decorrer do show, brinquedo que pode ser empilhado ou arremessado nas diversas ideias da criançada para se divertir.

Num dos pontos altos da apresentação, as crianças são chamadas para subir ao palco e acompanhar a banda. Enquanto os músicos tocam a bela “Blackbird”, os pequenos acompanham com instrumentos de sopro e se divertem.

Hotel Urbano

Mas não fica por aí, já que os adultos também têm vez. Em “Twist and Shout”, eles é que sobem ao palco e proporcionam uma cena ótima. Muitos se transformam em verdadeiras crianças, como se estivessem realizando um sonho de ser uma vez na vida um pop star.

O show termina com balões que são despejados do teto e deixam a criançada alucinada para brincar. Na saída, todas são presenteadas com um diploma simbólico que representam o “primeiro show de rock” da vida.

Desde outubro de 2014, o “Beatles Para Crianças” mantém temporada no Teatro UMC, localizado na zona oeste de São Paulo. Os shows acontecem regularmente aos domingos, às 15 horas. As entradas inteiras custam atualmente R$ 60,00, mas crianças a partir de 2 anos pagam meia-entrada (antes disso, simplesmente não há cobrança do ingresso). Vovós e vovôs acima de 60 anos também tem um benefício, assim como portadores do Itaucard.

O Teatro UMC está localizado na Avenida Imperatriz Leopoldina, 550, na Vila Leopoldina. O telefone da bilheteria para contato é o (11) 2574-7749 (atendem todos os dias). Os ingressos podem ser comprados no site www.compreingressos.com, onde é cobrada taxa de conveniência, mas há a opção de comprar na bilheteria do UMC sem a taxa. O estacionamento sai por R$ 15.

O Roque Reverso recomenda a experiência. No mínimo, a criança que você levar vai sair com algo positivo musicalmente que vai ficar um bom tempo na memória.

Para o leitor do Roque Reverso ter uma ideia do show, filmamos quatro músicas executadas no dia 24 de janeiro em São Paulo. Fique inicialmente com “All Together Now”. Depois, fique com “Help”, “Blackbird” e Twist and Shout”.

24
dez
15

Músicas dos Beatles finalmente chegam aos serviços de streaming

Beatles em 1966 - Foto: DivulgaçãoOs fãs dos Beatles ganharam um verdadeiro presente de Natal exatamente na véspera da data comemorativa. Desde a 0h01 desta quinta-feira, 24 de dezembro, as canções do maior grupo musical de todos os tempos estão pela primeira vez disponíveis em plataformas de música por streaming.

Conforme o comunicado veiculado nas páginas oficiais dos Beatles nas diversas redes sociais, as músicas estarão disponíveis em nove plataformas: Spotify, Apple Music, Slacker, Tidal, Groove, Rhapsody, Deezer, Google Play e Amazon Prime.

Em tempos nos quais há uma verdadeira febre ligada às músicas em formato não-físico, havia um grande atraso relacionado às canções dos Beatles.

A despeito do posto eterno de banda mais famosa e de maior sucesso comercial da história, sempre houve uma restrição em relação à disponibilização das faixas via streaming. Em 2010, até houve um acordo com iTunes, simplesmente sete anos após a criação da loja virtual da Apple. Mas, enquanto outros serviços pipocavam, nada de Beatles nas demais plataformas oferecidas.

O catálogo dos Beatles pertence à Universal, que o comprou da EMI em 2012. A produtora da banda, a Apple Corps, ainda detém, no entanto, parte dos direitos.

Com a esperada chegada das canções da banda às plataformas via streaming, não apenas os fãs mais velhos poderão ter um acesso mais rápido quando quiserem ouvir algo, mas também as novas gerações poderão ter contato com o acervo do grande grupo de Liverpool.

 

 

06
dez
15

50 anos do clássico álbum ‘Rubber Soul’, dos Beatles

Rubber Soul - Reprodução da capaPor Roberto Carlos dos Santos*

“Rubber Soul”, um dos álbuns mais criativos e emblemáticos dos Beatles, comemorou 50 anos de lançamento nos primeiros dias de dezembro de 2015. Dono da quinta posição na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone, “Rubber Soul” marca uma mudança na trajetória dos Beatles, traduzida na sofisticação das letras e melodias das canções.

O sexto álbum do grupo britânico foi lançado no dia 3 de dezembro de 1965. Incorporava elementos de R&B, pop, soul music e música psicodélica e revelava os Fab Four em uma marcante evolução artística e emocional – e cada vez mais consolidados no controle de sua produção musical.

No outono de 1965, os Beatles gozaram seis semanas de férias coletivas, algo raro até então na trajetória do grupo. Com o álbum “Help” mantendo as musicas do conjunto nas rádios, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr puderam fazer uma pausa no trabalho. Em 12 de outubro, porém, a EMI marcou o dia para o início da gravação de um novo LP. A data foi escolhida para que houvesse novos produtos dos Beatles nas festas de final de ano. As gravações se encerraram no dia 15 de novembro de 1965.

De acordo com o cronograma, Paul e John teriam que criar uma dúzia de novas canções em pouco mais de duas semanas, uma tarefa que parecia impossível até mesmo para eles. Apenas “Wait”, que não havia sido aproveitada em “Help”, estava pronta. Descansada e com a criatividade em alta, a dupla iniciou suas composições e as musicas foram brotando, inovadoras e revolucionárias.

Um exemplo é “Norwegian Wood”, na qual John – à época casado com Cynthia Lennon – relata um relacionamento adulto extraconjugal, onde a mulher parece estar no controle. Melancólica, a canção contou com a participação de Paul em algumas partes. George já estava na ocasião muito interessado em música indiana e fez o primeiro solo de cítara em um disco de rock. Repetiu o feito depois em outras musicas dos Beatles.

Outras canções do álbum também mostram o desenvolvimento de uma importante característica de John que marcou sua carreira: o uso de elementos confessionais para revelar seus sentimentos. Assim como “Norwegian Wood, “Nowhere Man” também desnuda suas emoções. Nesta música, provavelmente para se autopreservar, Lennon recorreu à narrativa em terceira pessoa, mas, tempos depois, assumiu que ele mesmo era o “o homem de lugar nenhum”.

Na biografia dos Beatles escrita por Bob Spitz, consta que John, depois de uma noitada em boates usando drogas, voltou para casa e passou cinco horas tentando compor uma canção que fosse “boa e profunda”. Sem sucesso e irritado, desistiu e foi tirar um cochilo. Em algum momento, acordou e criou o tema para a música. “Pensei em mim mesmo como o homem de lugar nenhum, sentado na terra de ninguém (‘nowhere man, sitting in his nowhere land’)”, disse. A partir daí, a música – que aponta para a baixa autoestima de John – se desenvolveu. Uma pista brilhante de que é ele mesmo a figura retratada na música está na frase “Isn’t he a bit like you and me?” (“Ele não é um pouquinho como você e eu?”).

Nenhuma alegoria, porém, foi usada em “In my life”. John abandonou a proteção do uso da terceira pessoa e passou para uma abordagem direta e autobiográfica – algo que ele havia mostrado em musicas como “Help” e que adquiriu um aspecto visceral na brilhante “Mother”, composta por ele no início dos anos 70, já na carreira solo.

Lennon contou, segundo a biografia de Spitz, que a letra começou com um grande poema em que ele refletia sobre seus lugares preferidos durante a infância em Liverpool – uma descrição que relatava um passeio de ônibus desde a rua em que morava até o centro da cidade. Ele, entretanto, disse ter ficado entediado com a narrativa, que, nas suas palavras, “parecia um diário de viagem”.

John descartou, então, os nomes dos lugares e, citando outras referências do passado, criou uma letra nostálgica, que remete ao luto, mas com grande sensibilidade romântica. Em sua biografia autorizada, escrita por Barry Miles, Paul afirma ter feito toda a melodia da música, inspirado em canções de Smokey Robinson & The Miracles. John dizia em entrevistas que a melodia era dele, com contribuições de Paul. “Acho muito gratificante que, de tudo que compusemos, só pareçamos discordar a respeito de duas canções” disse Paul em sua biografia, referindo-se também a “Eleanor Rigby”, na qual há também desacordo entre o papel de cada um na composição.

Outro destaque do álbum, “Michelle” surgiu da busca por novas musicalidades e da necessidade do grupo de produzir muita canções em pouco tempo. Ainda em Liverpool, nos tempos em que a dupla frequentava as festas boêmias de Austin Mitchell, um dos professores da Escola de Artes da cidade, Paul costumava fazer uma sequência instrumental com “um quê francês”, fazendo um dedilhado no violão. John sugeriu que seria uma boa ideia compor uma música com aquele estilo.

Paul já vinha brincando com uma letra construída em torno do nome Michelle e juntou as peças. A frase “I love you, I love you, I love you” foi contribuição de John, inspirada em “I put a spell on you”, interpretada por Nina Simone. A canção fez sucesso na Inglaterra em agosto de 1965, mas na versão da diva americana do jazz e R&B a ênfase da frase estava na palavra “you”, enquanto que na versão Lennon & McCartney a ênfase ficava em “love”.

“Drive my car” e “Girl” também se destacam entre as músicas do álbum. George emplacou duas composições no disco (“Think for yourself” e “If I need someone”). Ringo leva crédito na country “What goes on”, na qual faz o vocal solo. “Contribui com umas cinco palavras”, disse ao ser questionado sobre a sua participação na composição. Na verdade, era uma música de John nunca antes usada. Como era importante que o baterista cantasse pelo menos uma música em cada álbum, Lennon a tirou da gaveta e Paul e Ringo compuseram uma nova parte B.

Há várias versões para o nome do álbum. Na sua biografia, Paul diz que “Rubber Soul” era uma referência tanto a “rubber sole” (sola de borracha) quanto à soul music. Os Beatles aprovaram as capas e títulos dos álbuns e gostavam de usar jogos de palavras, como por exemplo, em “Revolver”, não a arma, mas o verbo em inglês revolve (girar, orbitar).

Na discografia dos Beatles, “Rubber Soul” está ao lado de outras obras primas, como “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, o próprio “Revolver” e “The White Álbum” (O Álbum Branco). Talvez, a melhor definição para o disco tenha sido dada pelo produtor musical George Martin, conhecido como “o quinto beatle”. De acordo com ele, foi “o primeiro álbum a apresentar ao mundo os novos Beatles, aqueles em idade de crescimento”.

Para relembrar o álbum “Rubber Soul”, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Note que, na época, videoclipes eram algo incomum. Justamente por isso, há muitas montagens dos fãs e vídeos não oficiais.

Fique inicialmente com “Drive My Car”. Depois, continue com “Norwegian Wood (This Bird Has Flown)”, “Nowhere Man” e “Michelle”. Para fechar, nada menos que “In My Life”.

*Roberto Carlos dos Santos é jornalista da Agência Estado e amante do bom e velho rock n’ roll



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