Archive for the 'Suicidal Tendencies' Category



29
ago
14

Suicidal Tendencies anuncia a morte do baixista Tim “Rawbiz” Williams

Tim "Rawbiz" Williams - Foto: DivulgaçãoO Suicidal Tendencies anunciou na quarta-feira, dia 27 de agosto, o falecimento do baixista da banda, Tim “Rawbiz” Williams. A causa da morte não foi divulgada tampouco maiores detalhes sobre o enterro.

Williams participou das gravações e da turnê de divulgação do álbum “13″, lançado no ano passado. Ele esteve com a banda nos shows que o Suicidal realizou no País em 2013 e 2014.

Na apresentação realizada no Clash Club no ano passado, ele foi um dos destaques.

Em nota, o Suicidal Tendencies destacou que Williams era um “monstro no baixo” e que se dedicava ao máximo, mesmo quando seu corpo não estava no melhor estado.

O Suicidal tem uma grande tradição com grandes baixista. Antes de Williams, por exemplo, Steve Brunner chegou a ser também uma das principais figuras do show que o grupo fez no mesmo Clash Club em 2012.

Vale lembrar que Robert Trujillo, excelente baixista atual do Metallica, também fez parte da formação clássica do Suicidal e chegou a tocar com a banda no Monsters of Rock de 1994 no Estádio do Pacaembu.

27
ago
14

20 anos do primeiro festival Monsters of Rock no Brasil

Monsters of Rock 1994 - Cartaz de DivulgaçãoO dia 27 de agosto de 2014 marca os 20 anos do primeiro festival Monsters of Rock no Brasil. Realizado em São Paulo, no Estádio do Pacaembu, nesta mesma data em 1994, o evento foi o primeiro de grande porte somente com bandas de rock pesado a ser realizado na cidade onde heavy metal mais concentra fãs no País.

Na respeitável escalação das bandas, quatro eram internacionais e outras quatro eram nacionais.

Entre os grupos gringos, a lista trazia o Suicidal Tendencies com sua formação clássica; o Black Sabbath sem Ozzy Osbourne ou Ronnie James Dio nos vocais, mas com o terrível Tony Martin; o aguardadíssimo Slayer pela primeira vez no Brasil, mas sem Dave Lombardo na bateria; e o não menos esperado KISS, sem máscara, fechando o festival.

Do lado nacional, estavam o então novo Angra, com Andre Matos nos vocais, o Dr. Sin arrebentando, o Viper fazendo sucesso até no Japão e os Raimundos, com o primeiro disco bombando.

As bandas nacionais abriram o Monsters. O primeiro show, do Angra, estava agendado para as 14 horas, mas, já às 11 horas, as filas para entrar no Pacaembu chegavam ao topo do vale que cerca a Praça Charles Muller. Várias pessoas chegaram a dormir na porta do estádio, tamanha a ansiedade para ver aquele evento.

Para os  jovens de hoje que não puderam presenciar aquele festival, o Brasil engatinhava pela primeira vez com uma onda convincente de atrações estrangeiras do heavy metal. Pouco antes do Monsters, em 1993, o Metallica tinha vindo pela segunda vez ao País durante a turnê do estrondoso “Black Album” e o Anthrax havia feito a estreia em palcos brasileiros, assim como o Pantera no auge! No início de 1994, o Hollywood Rock trouxe o Aerosmith e o Sepultura bombando demais com o álbum “Chaos AD”. Na mesma época, o Helmet fez um excelente show no Olympia e o público queria sempre mais!

A despeito de o Rock in Rio, em 1985, ser o pioneiro a trazer bandas esperadíssimas do estilo, repetir a dose em 1991 e a capital paulista ter tido experiências legais com as edições do Hollywood Rock, o Monsters of Rock consolidou um sonho dos amantes do rock pesado na cidade que tinha uma legião de fãs e era berço da Galeria do Rock, da Woodstock, do bar Black Jack e de outros tantos locais que reuniam o público de uma época na qual as “redes sociais” não eram virtuais.

O Plano Real também era novo e parecia, depois de inúmeros planos que deram errado, que iria dar certo, como, de fato, aconteceu logo depois. A consolidação do plano econômico foi fundamental na sequência para que esta onda de atrações gringas se consolidasse anos depois.

O Angra abril o festival e foi seguido pelo Dr. Sin, Viper e Raimundos. Todos os shows das bandas nacionais foram bons e não comprometeram. O destaque foi a apresentação do Dr. Sin, que chegou a levantar o estádio inteiro com sua versão de “Have You Ever Seen the Rain?”, do Creedence Clearwater Revival.

Quanto aos shows internacionais, o Suicidal Tendencies fez uma apresentação impecável e muito animada. “War Inside My Head” foi um dos grandes momentos, com os fãs cantando o famoso refrão do começo ao fim. Vale lembrar que Robert Trujillo, atualmente baixista do Metallica, fazia parte da formação do ST e, para variar, deu um show à parte.

O grupo também contava com os bons guitarristas Mike Clark e Rocky George, além do baterista Jimmy DeGrasso e o elétrico vocalista Mike Muir, único membro atual que permanece no Suicidal.

Na sequência, o Black Sabbath veio com três de seus quatro integrantes clássicos: Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria). Na falta de Ozzy e Dio, quem assumiu os vocais foi o questionável Tony Martin.

É claro que foi bem interessante ver o Sabbath ali de perto, mas a performance de Martin deixou muito a desejar. Quem se lembra dele cantando “Sabbath Bloody Sabbath”, sabe que ele lembrou muito mais Louis Armstrong cantando do que qualquer vocalista que tenha passado pelo grande grupo de heavy metal.

Após o Sabbath, finalmente o Slayer se apresentava num palco brasileiro. Um dos maiores ícones do thrash metal, a banda norte-americana tinha o baterista Paul Bostaph no lugar do mago Dave Lombardo, mas fez um excelente show, com todos os grandes clássicos do grupo.

Este jornalista lembra de ter visto muito marmanjão da velha guarda do heavy metal chorando na fila do gargarejo porque estava vendo o Slayer pela primeira vez. Entre os destaques da apresentação do grupo, “Mandatory Suicide”, “Hell Awaits”, “Postmorten”, “Angel of Death”, “Raining Blood” são só alguns exemplos de faixas que não deixaram a galera recuperar o fôlego.

Depois de assistir a todos os shows nas primeiras fileiras até a apresentação do Slayer (que era a mais esperada por muitos), este jornalista preferiu acompanhar o KISS mais próximo da torre central. Foi uma forma de descansar e, ao mesmo tempo apreciar os efeitos especiais que o grupo norte-americano trouxe para o Pacaembu.

Sem as máscaras tradicionais e com os ótimos Eric Singer (bateria) e Bruce Kulick (guitarra), o que se viu no show do KISS foi uma grande performance, capitaneada por Gene Simmons (baixo e vocal) e Paul Stanley (vocal e guitarra). ““I Love It Loud”,“Deuce”, “Detroit Rock City”, “Lick it Up” e “Creatures of the Night” foram são alguns dos hits históricos tocados. Mas um momento inesquecível foi quando foi tocada “Heaven’s On Fire”, com grande utilização de fogos e efeitos especiais que encantaram o público.

O Monsters of Rock de 1994 terminou por volta das 2 horas da manhã do dia 28 e totalizou cerca de 12 horas de evento. Foi tanto um sucesso que foram realizadas edições em 1995, 1996 e 1998. O bom resultado daquele festival fez com que organizadores acreditassem mais no potencial do público de heavy metal. Não por acaso, até hoje é este o gênero que está entre os que mais contam com atrações internacionais no Brasil.

Para relembrar o Monsters of Rock de 1994, descolamos, é claro, vídeos no YouTube. Para detonar tudo, fique com as apresentações do Suicidal Tendencies, do Black Sabbath, do Slayer e do KISS filmadas pela finada MTV Brasil.

10
abr
14

Suicidal Tendencies volta ao Brasil para shows em Manaus e em festival que homenageia Charlie Brown Jr.

Cartaz de divulgação do festival Tamo Aí na Atividade - ReproduçãoQuem está de volta ao Brasil é o Suicidal Tendencies. A banda norte-americana descobriu que tem uma legião fiel de fãs por aqui e está no País pelo terceiro ano consecutivo. Desta vez, se apresentará no dia 11 de abril em Manaus e no dia 13 em São Bernardo do Campo, num festival que fará homenagem ao extinto grupo brasileiro Charlie Brown Jr.

Em Manaus, a apresentação acontecerá na Quadra da Aparecida, com ingressos saindo por R$ 120,00 já pelo lote físico. Em SBC, o grupo estará no evento Tamo Aí na Atividade, que será realizado na Estância Alto do Serra e contará com uma série de bandas e convidados.

Entre os nomes confirmados, além do Suicidal, estão o Garage Fuzz, o Dead Fish e o rapper Emicida.

Os ingressos inteiros de Pista para o festival que homenageia o Charlie Brown Jr. custam R$ 120,00.

Há, no entanto, a opção de compra de lote promocional a R$ 60,00 para estudantes ou para quem levar 1 quilo de alimento não-perecível.

Outra opção é o Camarote, cuja entrada inteira sai por R$ 160,00. No lote promocional, o ingresso sai pela metade.

O Suicidal Tendencies fez bons shows recentemente em São Paulo, tanto em 2013 como em 2012, quando tocou na Virada Cultural e no Clash Club, mesmo local se apresentou no ano seguinte.

 

01
set
13

Suicidal Tendencies fez show curto e vibrante na volta ao Clash Club em SP

Agosto ficou para trás, mas a cidade de São Paulo contou com shows internacionais interessantes e dignos do bom rock pesado. Depois de o Soulfly, de Max Cavalera, tocar no Carioca Club no dia 25, foi a vez de o Suicidal Tendencies passar pela capital paulista no dia 29, no Clash Club, mesma casa onde havia tocado em 2012 numa apresentação das mais selvagens.

A despeito de fazer um show menos intenso e mais curto que o do ano passado, o Suicidal não deixou de trazer ao palco sua vibração característica. O público, de maneira diferente da observada em 2012, não transformou o Clash Club no mesmo cenário alucinante da vez anterior, mas saiu satisfeito com o que viu.

Talvez seja exatamente por isso que a apresentação de 2012 tenha sido inferior à de 2013. Se, no ano passado, a apresentação espetacular na Virada Cultural fez com que os fãs de carteirinha desejassem “uma dose a mais” no Clash Club, fazendo com que o local virasse um verdadeiro turbilhão humano, em 2013, a vibração mais intensa ficou restrita ao público mais próximo do palco, enquanto, do meio para trás, as pessoas agitaram um pouco menos.

Para alguns, um dos motivos foi o palco baixo, que obrigava muita gente a esticar o pescoço para tentar ver alguma coisa.  Para quem estava próximo, porém, o cenário de caos reinou, com rodas de mosh, pessoas levantadas e “surfando” pela plateia e até stage divings, mesmo com os seguranças tentando impedir.

O fato é que, apesar deste detalhe de parte do público um pouco mais morna do que o normal, o Suicidal continua fazendo shows que não podem ser perdidos. Quem é louco, por exemplo, de deixar de ir à apresentação de uma banda que tem músicas, como “You Can’t Bring Me  Down” e “War Inside My Head” no repertório?

Elas valem cada centavo gasto, raramente deixam de ser incluídas no set list e são garantia de diversão e agito. Não por acaso, o Suicidal abriu o show com “You Can’t Bring Me  Down” e levou a temperatura do show ao grau máximo logo de cara.

O carismático vocalista Mike Muir se movimentava sem parar e era ajudado pelo restante da banda no incentivo para o público participar do show. Vale lembrar que dois componentes do grupo que tocaram em 2012 em São Paulo deixaram o Suicidal: o guitarrista da formação clássica, Mike Clark, e o ótimo baixista Steve Brunner, que havia sido o grande nome da apresentação no Clash Club no ano passado.

No lugar de Mike Clark, estava o jovem Nico Santora. No lugar de Brunner, ficou o não menos competente Tim “Rawbiz”  Williams, que também detonou no baixo. Completavam a banda o ótimo baterista Eric Moore e o competente Dean Pleasants.

Após a música inicial, o Suicidal trouxe a primeira do novo álbum “13”, que foi lançado em março. “Smash It” foi bem recebida pelo público e serviu de ponte para o clássico “War Inside My Head”.

A canção do disco “Join the Army”, de 1987, manteve a tradição de ser entoada por toda a plateia e mostrou por que o Suicidal continua levantando multidões até hoje.

Empolgados, os fãs gritaram o tradicional “S.T.” e viram a banda executando de uma só vez “Subliminal”, “Slam City” e “Who’s  Afraid?”, estas duas últimas também do novo álbum.

Dando sequência a apresentação do seu trabalho mais recente, o Suicidal Tendencies tocou pela primeira vez “Cyco Style”, cujo videoclipe havia sido gravado no ano passado durante os shows em São Paulo. Mike Muir, por sinal, disse que nunca havia executado a música ao vivo porque o grupo sabia que a ocasião perfeita ainda aconteceria aqui no Brasil.

Depois da série de canções novas, foi a vez de a banda trazer só antigas. “Possessed to Skate”, “Cyco Vision” e “Freedumb” garantiram o público vidrado no show e foram seguidas por “I Saw  Your Mommy”, “How Will I Laugh Tomorrow” e “Pledge Your Allegiance”.

Esta última, que fechou o show, contou com algumas grades que separavam o público da banda sendo derrubadas. Numa cena bizarra e ao mesmo tempo perigosa, os fãs viram essas grades sendo carregadas sobre suas cabeças até a lateral direita do palco.

Em pouco mais de uma hora, o Suicidal Tendencies fez mais uma vez a alegria do público paulistano e mostrou que já tem uma simpatia pela cidade, já que tende a usar as cenas do show para um novo clipe. Pelo jeito, a cidade não vai demorar muito para ver esta clássica banda novamente por aqui. E quem vai reclamar?

Para relembrar bons momentos do show do Suicidal no Clash Club, o Roque Reverso descolou três vídeos no YouTube. Para começar, fique com a indispensável “War Inside My Head”.  Depois, veja “Cyco Style” e “Possessed to Skate”.

Set list

You Can’t Bring Me  Down
Smash It!
War Inside My Head
Subliminal
Slam City
Who’s  Afraid?
Cyco Style
Possessed to Skate
Cyco Vision
Freedumb
I Saw  Your Mommy
How Will I Laugh Tomorrow
Pledge Your Allegiance

12
ago
13

Festival Porão do Rock no DF terá Suicidal e Soulfly, que tocam também no Rio, SP e outras capitais

Porao do Rock - ReproduçãoO Festival Porão do Rock terá entre as principais atrações de 2013 os grupos Suicidal Tendencies e Soulfly nos dias 30 e 31 de agosto em Brasília. Além do evento no Distrito Federal, as bandas se apresentarão em outras capitais do País, como Rio de Janeiro e São Paulo, onde tocaram em 2012.

Especificamente em relação ao festival brasiliense, ele será realizado no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, que abrigará 38 atrações em três palcos, chamados BRB, UniCeub e Budweiser.

Além do Suicidal e do Soulfly, outros nomes conhecidos farão parte do evento. Entre as demais atrações, que podem ser conferidas aqui, estão Mark Lanegan (eterno vocalista do grupo Screaming Trees), Mono Men, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Lobão, Matanza e Krisiun.

Chama a atenção, em tempos de valores exorbitantes, o valor baixo cobrado pelos ingressos: a entrada inteira para cada dia custa R$ 30 (antecipado) e R$ 40 (no local). Os pontos de venda estão listados aqui e a programação com os horários está aqui.

Em relação aos demais shows que o Suicidal Tendencies e o Soulfly farão em outras capitais do Brasil, os grupos tocarão no mesmo dia (27 de agosto), no Circo Voador, no Rio de Janeiro. As informações sobre o evento na capital fluminense podem ser verificadas aqui.

Em São Paulo, o Suicidal se apresentará, no dia 29 de agosto, no Clash Club, mesmo local onde fez um show brutal em 2012. Os detalhes sobre as vendas e valores dos ingresso podem ser vistos aqui.

A passagem do Soulfly pela capital paulista acontecerá no dia 25 de agosto, no Carioca Club. As informações podem ser conferidas aqui.

O grupo de Max Cavalera ainda se apresentará em Manaus, no dia 23 de agosto, na Quadra da Escola de Samba da Aparecida; em Fortaleza, no dia 24, no Complexo Armazém; em Porto Alegre, no dia 28, no Bar Opinião; e fecha a passagem, no dia 30, em Brasília, no Porão do Rock

Quanto ao Suicidal, a banda norte-americana tocará em Curitiba, no dia 30 de agosto, no Espaço Cult; em Brasília, no Porão do Rock, no dia 31, e, em Belo Horizonte, no dia 1º de setembro, no Music Hall.

28
maio
12

Suicidal Tendencies mostrou que continua em forma em show selvagem no Clash Club

O mês de maio se aproxima do fim e, quando o assunto é show vibrante, a passagem do Suicidal Tendencies por São Paulo pode ser o grande exemplo do período. Depois de ter a oportunidade de ver gratuitamente, no dia 6, a apresentação da banda na Virada Cultural, o público paulistano teve outra chance no dia 9, no pequeno Clash Club, localizado na Barra Funda. Com a casa totalmente lotada, o grupo norte-americano fez um ótimo show, que despertou o lado mais salvagem da plateia, formada por admiradores do hardcore e do thrash metal, skatistas e figuras diversas da noite da capital paulista.

A apresentação da Virada Cultural já havia sido bastante comentada pela galera fã do rock pesado. Mesmo com ela acontecendo às 9h30 (um horário pouco comum para um show do gênero e pouco apropriado para uma banda do quilate do Suicidal), conseguiu atrair um público estimado de 70 mil pessoas. A consequência foi a lotação natural do Clash Club, mesmo com o evento sendo realizado em plena quarta-feira à noite.

O grupo norte-americano, na verdade, era a atração principal da Suicidal Tendencies Party Night. Além dos norte-americanos, o evento reuniu alguns DJs, que esquentaram a galera até com Slayer. Para abrir, o grupo brasileiro Anjo dos Becos trouxe um som diferente daquele admirado pelos fãs do Suicidal, mas que não chegou a ser criticado pelo público.

Aqueles que chegaram ao Clash Club foram surpreendidos com o horário da apresentação do Suicidal. Apesar do flyer de divulgação trazer o início da festa às 22 horas, a informação passada nas bilheterias era de que os norte-americanos só subiriam ao palco no horário da 1 da manhã da quinta-feira. O jeito foi fazer o aquecimento com algumas cervejas e esperar.

Depois das atrações iniciais, o Suicidal subiu ao palco antes da 1 da manhã, por volta da meia-noite e meia. O que se viu na sequência foi um verdadeiro turbilhão humano com um set list caprichado e preparado especialmente para a execução de mosh e stage diving.

Logo de cara, os norte-americanos trouxeram a estrondosa “You Can’t Bring Me Down”, do álbum “Lights…Camera…Revolution!” (1990), e a loucura se instalou no Clash Club. Mosh no meio da pista apertada, seguranças tendo trabalho para controlar os que queriam subir no palco e aquela velha e boa energia, que só os grupos como o Suicidal conseguem proporcionar, foram vistos imediatamente.

Na sequência, o grupo emendou “Ain’t Gonna Take It”, do disco “Freedumb”, de 1999, e nada menos que a ultraclássica “Institutionalized”, do álbum de estreia “Suicidal Tendencies”, de 1983. Esta, por sinal, fez o público urrar e deixar o ambiente ainda mais conturbado. Era difícil permanecer em pé, já que o empurra-empurra acontecia em quase todo a pista. Mas quem reclamava? 🙂

Se os seguranças conseguiam impedir as tentativas de subida ao palco, alguns mais audaciosos decidiram dar stage diving de uma lateral da pista onde havia uma aglomeração de pessoas. Em mais de uma vez, alguns saltos mortais foram vistos, tamanha a insanidade gerada pela grande apresentação do Suicidal.

Depois de tocarem a música “Freedumb”, do álbum homônimo, os músicos trouxeram aquela que sempre é cantada por todos e que faz a banda ganhar de goleada qualquer jogo: nada menos que “War Inside My Head”, do obrigatório álbum “Join the Army”, de 1987. O incrível poder desta faixa levou o Clash Club a um dos momentos de maior vibração da noite.

A banda dava sequência com petardos atrás de petardos, enquanto a galera respondia com os gritos de “ST!”, fazendo com que o show valesse cada centavo, mesmo com alguns momentos de qualidade discutível do som da casa. “Subliminal”, “Possessed to Skate”, “I Want More” e “Come Alive” foram tocadas na sequência, fazendo um revival de boa parte da carreira do grupo.

Da formação original, apenas o incansável vocalista Mike Muir estava ali. Da formação clássica, ainda havia a presença de Mike Clark numa das guitarras. Na outra guitarra, há tempos a banda não tem o incrível Rock George, mas conta com o competente Dean Pleasants, que, ao lado de Eric Moore (bateria) e Steve Brunner (baixo) são os componentes do projeto paralelo Infectious Grooves que deram nova vida ao Suicidal.

Steve Brunner, por sinal, pode ser considerado o grande nome da noite. Com um domínio incrível do baixo, ele mostrou em diversos momentos a sua técnica ao público, honrando um posto que já foi do sensacional Robert Trujillo, atualmente no Metallica.

“Cyco Vision”, “I Saw Your Mommy” e “I Shot the Devil” ainda conseguiram manter o público animado. Tudo isso, apesar de a plateia, já de madrugada, dar sinais de cansaço.

Aqueles que foram ao Clash Club ainda foram presenteados perto do final do show com uma música que não havia sido tocada na Virada Cultural. A ótima “How Will I Laugh Tomorrow”, do álbum “How Will I Laugh Tomorrow When I Can’t Even Smile Today” deixou muita gente emocionada pela oportunidade de ver ao vivo uma das melhores canções do Suicidal.

O grupo fechou a apresentação com “Pledge Your Allegiance”, do mesmo álbum. Aos gritos de “ST!”, o público aguardava um bis, com algum outro clássico, como “Waking the Dead”. Mas a banda, infelizmente, não voltou ao palco.

Ao final do show, o sentimento era de que o Suicidal Tendencies, apesar de menos badalado que em outros tempos, continua em forma e vibrante. Resta agora a torcida para que a banda volte logo ao Brasil. Para produtores dos diversos festivais de rock que acontecem no País, como o SWU e o Rock in Rio, o grupo seria, sem a menor dúvida, um ótimo nome.

Para relembrar o grande show do Suicidal, o Roque Reverso descolou vídeos do YouTube de quem conseguiu se manter em pé para filmar. Fique, para começar, com a abertura e “You Can’t Bring Me Down”. Depois, veja “War Inside My Head”. Para fechar, fique com “How Will I Laugh Tomorrow”.

Set list

You Can’t Bring Me Down
Ain’t Gonna Take It
Institutionalized
Freedumb
War Inside My Head
Subliminal
Possessed to Skate
I Want More
Come Alive
Cyco Vision
I Saw Your Mommy
I Shot the Devil
How Will I Laugh Tomorrow
Pledge Your Allegiance

07
maio
12

Depois da Virada Cultural, Suicidal Tendencies toca no dia 9 em SP no Clash Club

Se você não teve aquele pique necessário para acordar cedo no domingo (6) e assistir à apresentação que o Suicidal Tendencies fez pela manhã na Virada Cultural, há mais uma chance de acompanhar a banda norte-americana na capital paulista. Com o conceito “show-party” as produtoras GW Entertainment e Funny Fluxo Eventos organizarão no dia 9 de maio (quarta-feira), à partir das 22 horas, a Suicidal Tendencies Party Night, no Clash Club, tradicional casa noturna paulistana.

Além do Suicidal, a parte musical ainda conta com a participação da banda convidada Anjo dos Becos e dos DJs Thiago Deejay, Alex Palaia e Rodrigo Silva.

Se na Virada Cultural o show foi gratuito, no Clash Club, tudo volta ao normal e você terá que gastar. Mas os ingressos têm preços menos salgados que o padrão recente das últimas apresentações roqueiras em SP.

Não há Pista Vip e os valores são de R$ 65 (Lote Promocional); R$ 75 (2º Lote); R$ 80 (na Porta); e R$ 100 (Camarto ST, com direito a kit exclusivo).

Os pontos de venda são os seguintes: Loja 255 (Galeria do Rock); Loja Forever Skate Shop (Galeria do Rock); Sick N Silly (Jardins); Rock N Roll Burguer (Augusta); Clash Club (Somente a noite, nos dias de funcionamento da casa); e Ratus Skate Shop (Santo André).




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