
Por Marcelo Moreira, do blog Combate Rock
“Quem é essa mulher que invadiu a música do Metallica?” A surpresa foi imensa quando a banda norte-americana de thrash metal resolveu escalar como a primeira pessoa de fora a gravar junto com eles uma cantora até então mergulhada no underground depois de um sucesso imenso.
Então, pode-se dizer que foi o Metallica que resgatou do limbo a cantora Marianne Faithfull, que por muito tempo foi conhecida apenas como “uma das namoradas de Mick Jagger, dos Rolling Stones”.
Ela morreu nesta quinta-feira, 30 de janeiro, aos 78 anos, em Londres, e a causa da morte não foi divulgada.
“The Memory Remais”, a música em que ela participou, foi a que mais fez sucesso da banda depois do estouro, ocorrido em 1991.
Modelo promissora na primeira metade dos Anos 50, já era conhecida aos 19 anos como a mulher mais bonita de Londres.
Mesmo casada e com um filho a tira colo, chamou a atenção do mundo dos Rolling Stones e acabou tomando o lugar de outra modelo importante, Chrissie Shrimpton, conamorada de Mick Jagger.
Como a primeira-dama dos Stones, ganhou o “direito” de se tornar cantora, e estreou de forma portentosa com a primeira versão de “As Tears Go By” , uma boa balada composta por Jagger e o guitarrista Keith Richards.
Foram quatro anos lidando com a fama de superstar do namorado famoso, com direito a casos com Richards e Brian Jones, outro Stone, até que o casal rompeu em 1969.
Longe do mundo de Jagger, ela mergulhou no álcool e drogas e quase morreu nos Anos 70.
Recuperada, gravou álbuns de rock e música pop de forma intermitente, com resultados variados, mas granjeou boa reputação e boas críticas.
Costumava ser citada por gente como Bono, do U2, e David Bowie como uma artista importante e influente.
Marianne Faithfull, a primeira grande musa do rock, morre aos 78 anos

