Posts Tagged ‘Joan Baez

18
ago
19

Os 50 anos do festival de Woodstock

O período compreendido entre os dias 15 e 18 de agosto, em 2019, marca os 50 anos da realização do lendário festival de Woodstock. Originalmente planejado para acontecer do dia 15 ao dia 17, o festival seguiu, em virtude de uma grande chuva no domingo, até o período da manhã da segunda-feira, dia 18, tendo o show de ninguém menos que Jimi Hendrix como apresentação final.

Considerado o maior festival de todos os tempos, o de Woodstock marcou época, num período no qual ocorria a Guerra do Vietnã e, ao mesmo tempo, transformações em todo o planeta no comportamento dos jovens, incluindo a liberação sexual.

Anunciado como “Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música”, o evento deveria ocorrer originalmente na pequena cidade de Wallkill, mas os moradores locais não aceitaram. Isso levou o festival para a pequena Bethel, distante setenta quilômetros a sudoeste da cidade de Woodstock.

Apesar de o festival ter sido marcado pela ideia da paz e amor, houve duas mortes registradas: a primeira, segundo relatos, resultado de provável overdose de heroína, enquanto a segunda teria sido provocada pelo atropelamento de um trator.

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20
jan
12

Disco que comemora os 50 anos da Anistia Internacional trará versões de Bob Dylan

Com agências internacionais

Ainda como parte das comemorações do aniversário de 50 anos da Anistia Internacional, a gravadora Universal Music lançará no dia 7 de fevereiro o álbum “Chimes of Freedom”, no qual uma extensa lista de artistas interpreta músicas de Bob Dylan. Elvis Costello, Patti Smith, Pete Townshend, Queens of The Stone Age, Bad Religion, Brian Ferry, Eric Burdon, Joan Baez, Lenny Kravitz, Mark Knopfler e Seal & Jeff Back, entre outros, são só alguns dos nomes importantes do rock que vão participar do disco quádruplo que vai incluir 73 canções (76 na versão digital).

“Chimes of Freedom” faz longo percurso pela música de Dylan, com canções super conhecidas, como “Blowin’ In The Wind”, a cargo de Ziggy Marley (filho de Bob Marley), “Knockin’ on Heaven’s Door”, pelas mãos do produtor RedOne e do músico Nabil Khayat, e “Like a Rolling Stone”, cantada por Seal & Jeff Beck. Neste link do Facebook, você pode ter acesso ao trabalho.

A Anistia Internacional, que em 1977 recebeu o Prêmio Nobel da Paz, trabalha desde 1961 a favor dos princípios expostos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, um compromisso também representado pelo americano Bob Dylan durante toda sua carreira.

22
set
11

Judas Priest deu aula de heavy metal em show de clássicos em SP

Uma aula de heavy metal. Esta é a classificação que pode ser dada ao show que o Judas Priest fez na Arena Anhembi no último dia 10 na capital paulista. Com um público aproximado de 25 mil pessoas, o lendário grupo britânico, criado ainda no final da década de 60, mostrou que ainda está longe de uma eventual aposentadoria e que continua reunindo condições para empolgar os amantes do rock pesado de várias gerações.

O show fez parte da pequena turnê pelo País que a banda realizou ao lado do Whitesnake. Enquanto a banda de hard rock dava sequência à tour internacional relacionada ao seu mais recente álbum “Forevermore”, o Judas incluiu o Brasil na sua última turnê mundial, a Epitaph World Tour”.

Importante dizer que última turnê mundial não significa o fim do grupo. Vale lembrar que o vocalista Rob Halford anunciou recentemente que a banda prepara um disco novo para ser lançado em 2012. O que poderá ser visto é o grupo reduzindo o número de shows pelo planeta, mas ainda na ativa e com a possibilidade de apresentações ao vivo, para a alegria dos fãs.

Após o bom show de abertura do Whitesnake, não havia dúvida que o Judas Priest iria vir com algo devidamente pesado para mostrar a diferença entre hard rock e heavy metal. Sobravam, no entanto, perguntas entre os fãs sobre a ausência de K.K. Downing, guitarrista fundador que deixou o grupo neste ano. A pressão estaria portanto sobre o jovem Richie Faulkner, que, no decorrer do show provou que tem condições de pertencer à banda e não fazer feio.

Depois dos ajustes necessários para o começo da apresentação do Judas Priest, foi estendida na frente do palco uma enorme bandeira avermelhada com a palavra “Epitaph” escrita. As pancadas iniciais da bateria e os primeiros acordes foram ouvidos e, depois de a bandeira cair para o chão, a banda apareceu para o público mandando logo de cara a música “Rapid Fire”, do megaclássico álbum “British Steel”, de 1980. 

O som estava extremamente alto, mais do que o normal verificado em shows em espaços abertos, fazendo com que, pelo menos o público presente na Pista Vip, onde estava também a imprensa, tivesse a impressão de que estava numa casa fechada de shows, tamanho o impacto sonoro. O que mais surpreendia era o som que vinha dos bumbos, com o baterista Scott  Travis fazendo uma apresentação elogiável e ensurdecedora.

Ao fim da música, as primeiras labaredas foram vistas nas laterais do palco, o pano de fundo foi trocado para um com a capa de “British Steel” e o Judas iniciou mais um clássico: “Metal Gods”, que foi recebido com entusiasmo pela plateia. Rob Halford dava um show à parte nos vocais, enquanto o guitarrista Glenn Tipton e o baixista Ian Hill completavam apresentação com o talento de sempre. 

“The Priest is back”, disse Halford, para iniciar na sequência a música “Heading Out To The Highway”, do disco “Point of Entry”, de 1981. Com uma tradicional levada heavy metal, a música mostrou a banda bem entrosada e mereceu destaque a dobradinha de guitarras entre  Glenn Tipton e Richie Faulkner.

Na sequência, espaço para músicas de tempos diferentes: “Judas Rising”, do álbum Angel of Retribution, de 2005,  e “Starbreaker”, do disco “Sin After Sin”, de 1977, tudo sempre com as capas originais aparecendo no telão de fundo.

Um grande momento da apresentação viria a seguir, com os acordes iniciais de “Victim Of Changes”. A longa canção do ótimo álbum “Sad Wings of Destiny”, de 1976, hipnotizou e empolgou o público, com direito a solos marcantes de Tipton e Richie Faulkner, interpretação impecável de Halford, show de luzes e fumaça no final.

O Judas Priest revisitava toda a carreira e voltou para o início dela com a música “Never Satisfied”, do álbum de estreia “Rocka Rolla”, de 1974. Depois, emocionou os fãs com a canção “Diamonds and Rust”, composta pela lendária cantora folk Joan Baez e regravada pela banda em 1977 no álbum “Sin After Sin”.

Em seguida, Halford voltou ao palco com uma capa prateada e um tridente; o telão de fundo trouxe uma referência ao álbum “Nostradamus”, de 2008; a introdução “Dawn Of Creation” foi executada; e a boa música “Prophecy” foi tocada, com direito a faíscas saindo do tridente carregado pelo vocalista no final.

Ninguém podia reclamar do set list, já que era clássico atrás de clássico. E o show continuou com “Night Crawler”, do disco “Painkiller”, de 1990. No cenário, destaque para dois enormes tridentes que apareceram ao lado da bateria de Scott Travis.

Nem mesmo a fase mais pop do Judas passou despercebida, pois o grupo emendou na sequência a música “Turbo Lover”, do disco de mesmo nome lançado em 1985. Depois, foi a vez da ótima “Beyond The Realms Of Death”, do álbum “Stained Class”, de 1978, em mais um show de interpretação de Halford e mais uma aula musical dos demais integrantes. Simplesmente perfeito!

Também foram tocadas “The Sentinel”, do disco “Defenders of the Faith”,de 1984, e “Blood Red Skies”, do disco “Ram It Down”, de 1988. Ambas as músicas não empolgaram tanto como as demais, mas o Judas não deixou a peteca cair e emendou “The Green Manalishi”, cover do Fleetwood Mac, gravado pela banda de metal em 1978 no álbum “Killing Machine”.

Novamente com o público ganho, o golpe definitivo de Halford & Cia. viria na sequência, com o megaclássico “Breaking the Law”. O vocalista simplemente virou o pedestal do microfone para o público e a música foi cantada exclusivamente pelos fãs! Depois, foi a vez de um solo de bateria de Scott Travis anteceder a espetacular “Painkiller”, esta sim com Halford voltando aos vocais e contagiando a plateia.

A banda agradeceu e saiu do palco para o merecido descanso. Mas não demorou muito para voltar para o primeiro bis, puxado pela dobradinha ultraclássica “The Helion/Eletric Eyes”, do álbum Screaming for Vengeance”, que levou os fãs à loucura.

Na sequência, foi a vez de “Hell Bent For Leather” e “You’ve Got Another Thing Comin’”. Óbvio que, na primeira música, do álbum “Killing Machine”, Halford entrou no palco em cima da tradicional moto Harley-Davidson, para delírio de todos, que ainda viram vários efeitos especiais com fumaça, em mais um show de produção.

“You’ve Got Another Thing Comin’”, por sinal, não estava no set list divulgado à imprensa e contou com vários momentos interessantes. Halford comandou o público no refrão e ficou enrolado numa bandeira brasileira. O novo guitarrista Richie Faulkner, por sua vez, também não fez pouco e presenteou os fãs com um solo de guitarra que contou até com um trecho do Hino Nacional do Brasil. 

Já no segundo bis, a banda trouxe outra que não estava no set list inicial: “Living After Midnight”, do “British Steel”. Halford, em mais um gesto de simpatia, estendeu a bandeira brasileira sobre a Harley-Davidson que ainda estava ainda no palco.

Com mais esse clássico do rock, o Judas Priest encerrou mais uma aula de heavy metal em solo tupiniquim. Quem acompanhou as vindas da banda por aqui sabe que os shows dificilmente são feitos sem energia e categoria. Desta vez, para muitos, os britânicos surpreenderam com uma apresentação ainda melhor, que ficará guardada por um bom tempo na mente dos fãs.

Para celebrar o grande show, o Roque Reverso descolou no YouTube alguns vídeos filmados pelo público no Anhembi. Para começar, fique com um vídeo que traz “Rapid Fire” e “Metal Gods”. Depois, veja outros com as músicas “Victim of Changes”, “Beyond The Realms of Death”, “The Green Manalishi”, “Painkiller”, “The Hellion/Electric Eye” e “Hell Bent For Leather”. As fotos oficiais da Time For Fun são dos profissionais MRossi e Rafael Koch Rossi.

Set list

Rapid Fire
Metal Gods
Heading Out To The Highway
Judas Rising
Starbreaker
Victim Of Changes
Never Satisfied
Diamonds and Rust
Dawn Of Creation/Prophecy
Night Crawler
Turbo Lover
Beyond the Realms of Death
The Sentinel
Blood Red Skies
The Green Manalishi
Breaking the Law
Painkiller

The Hellion/Electric Eye
Hell Bent For Leather
You’ve Got Another Thing Comin’

Living After Midnight

06
nov
10

Set list do show do Rob Halford no Carioca Club em SP

Rob Halford, figura lendária do heavy metal, passou por São Paulo no final de outubro para divulgar seu mais recente álbum solo: “Halford IV: Made Of Metal”. O vocalista do Judas Priest se apresentou no Carioca Club no último dia 24. O Roque Reverso não esteve presente ao show de Halford, já que este blogueiro estava se recuperando da noite anterior, quando assistiu à apresentação matadora do Death Angel no Clash Club e tomou depois algumas cervejas com os caras no Blackmore Bar.

Ficamos sabendo, no entanto, que o vocalista do Judas se concentrou na execução das músicas de seu primeiro álbum solo, “Resurrection”, e no seu mais recente trabalho. Os fãs do Judas Priest e do Fight, outra banda que já contou com o brilho do vocalista, foram presenteados com alguns sucessos no show: “Jawbreaker” e “Heart of a Lion”, da primeira banda, e “Nailed To The Gun”, da segunda. Também rolaram outras duas músicas já gravadas pelo Judas: “Diamonds and Rust”, de Joan Baez, e “The Green Manalishi”, do Fleetwood Mac. 

Para um Carioca Club quase lotado de fãs, Halford foi acompanhado pela banda formada por Metal Mike Chasciak (guitarra), o sempre competente Roy Z. (guitarra), Mike Davis (baixo) e Bobby Jarzombek (bateria). Para não passar batido, o Roque Reverso descolou o set list do show. Também encontrou no YouTube o vídeo da música do Fight executada pelo vocalista do Judas Priest durante a apresentação.

Set list 

Resurrection
Made In Hell
Locked And Loaded
Drop Out
Made Of Metal
Undisputed
Nailed To The Gun
Golgotha
Fire And Ice
The Green Manalishi
Diamonds and Rust
Jawbreaker
Like There’s No Tomorrow
Thunder And Lighting
Cyberworld

Heart of a Lion
Saviour




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