Capa do disco com trilha sonora do documentário “Man on the Run”, de Paul McCartney

Por Marcelo Moreira, do blog Combate Rock

Quando os Beatles acabaram, em abril de 1970, Paul McCartney lançou seu primeiro álbum solo e se refugiou em sua fazenda na Escócia. Em depressão e “desempregado”, não conseguia imaginar um futuro promissor e tinha pavor da irrelevância depois de uma década no topo com o “furacão” Beatles. Conseguiria um dia superar a antiga banda?

Anos depois, voltaria a fazer sucesso com canções de alta qualidade como “Silly Love Song”, “Band on the Run” e “Live and Let Die” e, em parte, debelar o trauma e a extrema ansiedade em em ter de competir com um passado insuperável.

A obsessão de McCartney em compor música que fossem boas o suficiente para serem comparadas às dos Beatles é um dos temas abordados no documentário “Man on the Run”, que retrata o músico nos anos 70.

A trilha sonora da fita chegou ao mercado e retrata, em parte, a obsessão que norteou a trajetória do ex-beatle naquela década.

Disponível no Prime Video, o filme tem uma duração de quase duas horas contando a história do músico incluindo a ascensão do Wings.

Por meio de imagens de arquivo, fotografias de Linda McCartney e novas entrevistas com Paul e a família McCartney, a obra traz um painel rico e vibrante da reconstrução artística de um gigante do rock – isso tudo também sob o olhar de entrevistados como com Sean Ono Lennon, Mick Jagger, Chrissie Hynde e outros.

A coletânea de um disco com 12 faixas reúne gravações que abrangem desde a estreia solo de Paul em 1970, McCartney (“That Would Be Something”), até 1980, quando do lançamento de “McCartney II ” (“Coming Up”), incluindo os sucessos “Band on the Run” e “Mull of Kintyre”.

A trilha do documentário tem ainda três faixas inéditas: a versão ao vivo de “Live and Let Die” gravada no Rockshow, uma mixagem preliminar do single “Arrow Through Me” do álbum “Back to the Egg”, de 1979, e, a mais instigante de todas, “Gotta Sing, Gotta Dance”.

Esta é uma canção nunca antes ouvida, escrita para a amiga de Paul, Twiggy, e que acabou sendo usada como acompanhamento de um número musical no especial de televisão James Paul McCartney, de 1973.

A trilha sonora também inclui a demo de “Silly Love Songs” do álbum “Wings at the Speed of Sound Archive Collection”.

O CD da trilha sonora vem em um digipak e inclui um livreto de 12 páginas, enquanto a versão em vinil preto de 180 gramas apresenta um pôster desdobrável.

Trilha de documentário sobre Paul McCartney tem raridades e uma gravação obscura