Archive for the 'Jimi Hendrix' Category



23
nov
12

Álbum de inéditas de Jimi Hendrix será lançado em março de 2013

O maior guitarrista de todos os tempos morreu há mais de 40 anos, mas suas relíquias continuam sendo descobertas. Desta vez, Jimi Hendrix voltará ao centro das atenções com o lançamento de um álbum de inéditas previsto para março de 2013, mas precisamente no dia 5. “People, Hell and Angels” terá 12 músicas gravadas entre 1968 e 1969.

O material deveria fazer parte de “First Days Of The New Rising Sun”, disco duplo que sucederia “Electric Ladyland”, de 1968, se Hendrix não tivesse morrido de overdose no dia 18 de setembro de 1970, aos 27 anos.

Segundo reportagem da revista norte-americana Rolling Stone, o detalhe importante deste álbum póstumo de inéditas é que Hendrix vai além de sua magia com a guitarra, experimentando também metais, teclados e percussão.

18
set
10

40 anos sem Jimi Hendrix

Há exatos 40 anos, o rock perdia um dos seus maiores ícones. No dia 18 de setembro de 1970, James Marshall Hendrix, ou simplesmente Jimi Hendrix, foi encontrado morto em um quarto de hotel em Londres pela namorada Monika Dannemann. Com isso, a música ficava sem um dos maiores guitarristas de todos os tempos ou, para muitos, o melhor de todos.

A morte do músico, aos 27 anos de idade, está cheia de mistérios. Monika Dannemann alegou em seu depoimento original que Hendrix teria tomado (sem que ela soubesse), na noite anterior, 9 comprimidos de um remédio para dormir que ela utilizava. Segundo o médico que atendeu o astro inicialmente, Hendrix tinha se asfixiado (literalmente se afogado) em seu próprio vômito, composto principalmente de vinho tinto.

Monika Dannemann mudou seu depoimento em diferentes entrevistas, dizendo ter encontrado o músico ainda vivo. Também chegou a afirmar que ele teria morrido na ambulância e que os empresários Gerry Stickels e Eric Barrett, estiveram no quarto antes da chegada da ambulância e que levaram alguns pertences do músico, incluindo algumas anotações feitas por Hendrix. Em 2009, o ex-roadie James “Tappy” Wright publicou o livro “Rock roadie”, no qual afirmava que Michael Jeffrey, ex-empresário de Hendrix, teria assassinado o músico.

Independente das inúmeras versões, o fato é que Hendrix se foi. Deixou, entretanto, inúmeros fãs, muitos deles nas diversas bandas de rock que brilharam na história do estilo nestes 40 anos seguintes. Em homenagem ao mito, o Roque Reverso traz o vídeo histórico de “Purple Haze” e o áudio original de “All Along The Watchtower”.

16
jun
10

Meus heróis morriam de overdose

O rock brasuca consolidava-se no cenário musical quando entrei na adolescência. Cazuza, já doente, num surto de lucidez em território de loucos, pedia aos berros uma ideologia alternativa à bipolaridade dos tempos de Guerra Fria: “Meus heróis morreram de overdose/Meus inimigos estão no poder”.

Não demoraria muito para Cazuza tornar-se, em julho de 1990, um dos últimos heróis vitimados por alguma espécie de overdose. Menos de um ano antes havia sido a vez de Raul Seixas.

Nas duas décadas que antecederam a partida destes dois ícones do rock brasuca, overdoses das mais variadas levaram da face da Terra, para tertúlias extradimensionais, heróis de outras nacionalidades, mas todos enrolados na mesma bandeira: a do rock’n’roll.

Jim Morrison, Jimi Hendrix, John Bonham, Keith Moon, Sid Vicious e tantos outros foram levados por excessos que em pouco tempo passariam a ser aproveitados pelos setores mais conservadores para demonizar a expressão de cultura popular que revolucionou o mundo na segunda metade do século passado.

“Cambará macho não morre na cama”, diria um certo Capitão Rodrigo, imortalizado na saga “O Tempo e o Vento”, de Erico Veríssimo. Adaptada à fração de realidade convertida em rótulo seria possível dizer que, naqueles tempos, “roqueiro de verdade só morria de overdose”.

No entanto, muitos heróis da nação roqueira conseguiriam enganar a morte (mesmo que temporariamente), contrariar o bom senso e as probabilidades e viver o suficiente para brindar novas gerações com sua genialidade.

Keith Richards, Ozzy Osbourne, Eric Clapton e Steven Tyler são apenas alguns exemplos de sobreviventes de viagens pra lá de sombrias pelo mundo das drogas, mas conseguiram o bilhete de volta, sabe-se lá como.

Com o passar dos anos, porém, os heróis da minha geração pararam de morrer de overdose e passaram a morrer, como diria minha avó, de “morte morrida”. Alguns por mera sorte, outros porque começaram a adotar estilos de vida menos agitados.

Outros, ainda, morreriam por causa de doenças crônicas. Foi o caso de Ronnie James Dio, cuja morte, causada por um câncer no estômago, completa hoje (16 de junho) um mês.

Dono de uma voz poderosa e de uma imponente presença de palco, apesar da baixa estatura, Dio não enganou a morte nem pecou pelo exagero. Morreu na cama. Mas nem por isso deixou de imortalizar seu nome no panteão dos deuses do Heavy Metal.




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