31
ago
14

20 anos do álbum ‘definitely maybe’, o primeiro do oasis

"Definitely Maybe" - Reprodução da Capa2014 é um ano recheado de aniversários de 30 anos de discos importantes, mas também conta com obras de destaque de duas décadas. O mês de agosto chegou ao fim tendo o álbum “Definitely Maybe”, do Oasis, como aniversariante que merece ser lembrado como elemento decisivo para o rock britânico e verdadeiro símbolo do britpop.

O disco de estreia do grupo inglês foi lançado oficialmente no dia 29 de agosto de 1994.

Antes, porém, a banda já havia bombado, no mesmo ano, com o importante lançamento de três singles de destaque: “Supersonic”, “Shakermaker” e “Live Forever”.

“Definitely Maybe” pode não ser o primeiro disco do britpop, já que não se pode esquecer de bandas antecessoras que são importantes, como o Stone Roses, o Pulp, o Inspiral Carpets, Suede e o próprio Blur. O álbum foi, no entanto, como “Nevermind” para o grunge e o rock de Seattle, aquela mola propulsora que fez a mídia e os amantes da música despertarem para uma cena que tirou o rock britânico de um momento contestado.

Depois das maravilhas que tantas bandas espetaculares fizeram em décadas passadas, o estilo tradicional (não estamos incluindo nisso o heavy metal) caminhava no Reino Unido para um lado eletrônico que ia muito além do que o New Order administrou bem nos Anos 80 e afastava cada vez mais das composições os acordes rasgados de guitarra.

Para atrapalhar os britânicos, Nirvana, Soundgarden, Alice In Chains, Pearl Jam, Screaming Trees e outras bandas de Seattle dominavam o planeta e transformavam o grunge em febre mundial justamente com guitarras sujas e pesadas.

Ironicamente, “Definitely Maybe” foi lançado poucos meses depois da morte de Kurt Cobain. Depois disso, o mundo do rock deixou um pouco de olhar apenas para o que acontecia em Seattle e passou a observar mais atentamente o que dois irmãos polêmicos de Manchester estavam produzindo: Liam e Noel Gallagher.

“Definitely Maybe” tem marcas que não podem ser ignoradas. Foi o álbum de estreia que vendeu mais rápido na história da Inglaterra. Mundialmente, vendeu 18 milhões de cópias. Faz parte também da seleta lista do livro “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”, de Robert Dimery.

Em 2004, foi lançado “Definitely Maybe The Documentary”. O documentário tem cerca de 1 hora de duração e acompanhou o DVD de comemoração de 10 anos do álbum. Desde o dia 20 de maio de 2014, agora nas comemorações de 20 anos, a película está disponível para ser assistida na internet gratuitamente na íntegra, em inglês e sem legendas.

Como já informou em fevereiro o Roque Reverso, o Oasis relançará neste ano os três primeiros álbuns de estúdio. Segundo a banda, que encerrou as atividades em 2009, os discos virão totalmente remasterizados e ainda deverão trazer uma coleção de gravações raras e faixas inéditas. “Definitely Maybe” foi o primeiro da lista e a nova roupagem chegou para os fãs no dia 19 de maio.

Para comemorar os 20 anos deste álbum clássico, o Roque Reverso descolou três clipes no YouTube. Fique inicialmente com “Supersonic”. Depois, fique com “Cigarettes & Alcohol” e “Rock ‘n’ Roll Star”

29
ago
14

Suicidal Tendencies anuncia a morte do baixista Tim “Rawbiz” Williams

Tim "Rawbiz" Williams - Foto: DivulgaçãoO Suicidal Tendencies anunciou na quarta-feira, dia 27 de agosto, o falecimento do baixista da banda, Tim “Rawbiz” Williams. A causa da morte não foi divulgada tampouco maiores detalhes sobre o enterro.

Williams participou das gravações e da turnê de divulgação do álbum “13″, lançado no ano passado. Ele esteve com a banda nos shows que o Suicidal realizou no País em 2013 e 2014.

Na apresentação realizada no Clash Club no ano passado, ele foi um dos destaques.

Em nota, o Suicidal Tendencies destacou que Williams era um “monstro no baixo” e que se dedicava ao máximo, mesmo quando seu corpo não estava no melhor estado.

O Suicidal tem uma grande tradição com grandes baixista. Antes de Williams, por exemplo, Steve Brunner chegou a ser também uma das principais figuras do show que o grupo fez no mesmo Clash Club em 2012.

Vale lembrar que Robert Trujillo, excelente baixista atual do Metallica, também fez parte da formação clássica do Suicidal e chegou a tocar com a banda no Monsters of Rock de 1994 no Estádio do Pacaembu.

27
ago
14

20 anos do primeiro festival Monsters of Rock no Brasil

Monsters of Rock 1994 - Cartaz de DivulgaçãoO dia 27 de agosto de 2014 marca os 20 anos do primeiro festival Monsters of Rock no Brasil. Realizado em São Paulo, no Estádio do Pacaembu, nesta mesma data em 1994, o evento foi o primeiro de grande porte somente com bandas de rock pesado a ser realizado na cidade onde heavy metal mais concentra fãs no País.

Na escalação das bandas, quatro eram internacionais e outras quatro eram nacionais.

Entre os grupos gringos, a lista trazia o Suicidal Tendencies com sua formação clássica; o Black Sabbath sem Ozzy Osbourne ou Ronnie James Dio nos vocais, mas com o terrível Tony Martin; o aguardadíssimo Slayer pela primeira vez no Brasil, mas sem Dave Lombardo na bateria; e o não menos esperado KISS, sem máscara, fechando o festival.

Do lado nacional, estavam o então novo Angra, com Andre Matos nos vocais, o Dr. Sin arrebentando, o Viper fazendo sucesso até no Japão e os Raimundos, com o primeiro disco bombando.

As bandas nacionais abriram o Monsters. O primeiro show, do Angra, estava agendado para as 14 horas, mas, já às 11 horas, as filas para entrar no Pacaembu chegavam ao topo do vale que cerca a Praça Charles Muller. Várias pessoas chegaram a dormir na porta do estádio, tamanha a ansiedade para ver aquele evento.

Para os  jovens de hoje que não puderam presenciar aquele festival, o Brasil engatinhava pela primeira vez com uma onda convincente de atrações estrangeiras do heavy metal. Pouco antes do Monsters, em 1993, o Metallica tinha vindo pela segunda vez ao País durante a turnê do estrondoso “Black Album” e o Anthrax havia feito a estreia em palcos brasileiros, assim como o Pantera no auge! No início de 1994, o Hollywood Rock trouxe o Aerosmith e o Sepultura bombando demais com o álbum “Chaos AD”. Na mesma época, o Helmet fez um excelente show no Olympia e o público queria sempre mais!

A despeito de o Rock in Rio, em 1985, ser o pioneiro a trazer bandas esperadíssimas do estilo, repetir a dose em 1991 e a capital paulista ter tido experiências legais com as edições do Hollywood Rock, o Monsters of Rock consolidou um sonho dos amantes do rock pesado na cidade que tinha uma legião de fãs e era berço da Galeria do Rock, da Woodstock, do bar Black Jack e de outros tantos locais que reuniam o público de uma época na qual as “redes sociais” não eram virtuais.

O Plano Real também era novo e parecia, depois de inúmeros planos que deram errado, que iria dar certo, como, de fato, aconteceu logo depois. A consolidação do plano econômico foi fundamental na sequência para que esta onda de atrações gringas se consolidasse anos depois.

O Angra abril o festival e foi seguido pelo Dr. Sin, Viper e Raimundos. Todos os shows das bandas nacionais foram bons e não comprometeram. O destaque foi a apresentação do Dr. Sin, que chegou a levantar o estádio inteiro com sua versão de “Have You Ever Seen the Rain?”, do Creedence Clearwater Revival.

Quanto aos shows internacionais, o Suicidal Tendencies fez uma apresentação impecável e muito animada. “War Inside My Head” foi um dos grandes momentos, com os fãs cantando o famoso refrão do começo ao fim. Vale lembrar que Robert Trujillo, atualmente baixista do Metallica, fazia parte da formação do ST e, para variar, deu um show à parte.

O grupo também contava com os bons guitarristas Mike Clark e Rocky George, além do baterista Jimmy DeGrasso e o elétrico vocalista Mike Muir, único membro atual que permanece no Suicidal.

Na sequência, o Black Sabbath veio com três de seus quatro integrantes clássicos: Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria). Na falta de Ozzy e Dio, quem assumiu os vocais foi o questionável Tony Martin.

É claro que foi bem interessante ver o Sabbath ali de perto, mas a performance de Martin deixou muito a desejar. Quem se lembra dele cantando “Sabbath Bloody Sabbath”, sabe que ele lembrou muito mais Louis Armstrong cantando do que qualquer vocalista que tenha passado pelo grande grupo de heavy metal.

Após o Sabbath, finalmente o Slayer se apresentava num palco brasileiro. Um dos maiores ícones do thrash metal, a banda norte-americana tinha o baterista Paul Bostaph no lugar do mago Dave Lombardo, mas fez um excelente show, com todos os grandes clássicos do grupo.

Este jornalista lembra de ter visto muito marmanjão da velha guarda do heavy metal chorando na fila do gargarejo porque estava vendo o Slayer pela primeira vez. Entre os destaques da apresentação do grupo, “Mandatory Suicide”, “Hell Awaits”, “Postmorten”, “Angel of Death”, “Raining Blood” são só alguns exemplos de faixas que não deixaram a galera recuperar o fôlego.

Depois de assistir a todos os shows nas primeiras fileiras até a apresentação do Slayer (que era a mais esperada por muitos), este jornalista preferiu acompanhar o KISS mais próximo da torre central. Foi uma forma de descansar e, ao mesmo tempo apreciar os efeitos especiais que o grupo norte-americano trouxe para o Pacaembu.

Sem as máscaras tradicionais e com os ótimos Eric Singer (bateria) e Bruce Kulick (guitarra), o que se viu no show do KISS foi uma grande performance, capitaneada por Gene Simmons (baixo e vocal) e Paul Stanley (vocal e guitarra). ““I Love It Loud”,“Deuce”, “Detroit Rock City”, “Lick it Up” e “Creatures of the Night” foram são alguns dos hits históricos tocados. Mas um momento inesquecível foi quando foi tocada “Heaven’s On Fire”, com grande utilização de fogos e efeitos especiais que encantaram o público.

O Monsters of Rock de 1994 terminou por volta das 2 horas da manhã do dia 28 e totalizou cerca de 12 horas de evento. Foi tanto um sucesso que foram realizadas edições em 1995, 1996 e 1998. O bom resultado daquele festival fez com que organizadores acreditassem mais no potencial do público de heavy metal. Não por acaso, até hoje é este o gênero que está entre os que mais contam com atrações internacionais no Brasil.

Para relembrar o Monsters of Rock de 1994, descolamos, é claro, vídeos no YouTube. Para detonar tudo, fique com as apresentações do Suicidal Tendencies, do Black Sabbath, do Slayer e do KISS filmadas pela finada MTV Brasil.

26
ago
14

4 últimos álbuns do grupo Siouxsie & The Banshees serão relançados em versão remasterizada

Siouxsie & The Banshees - Reprodução da capa dos 4 álbunsNovidades para os fãs do Siouxsie & The Banshees. Os quatro últimos discos da extinta banda britânica de pós-punk serão relançados no dia 13 de outubro.

De acordo com informação veiculada na página do grupo no Facebook, os quatro álbuns virão em versão remasterizada a partir das fitas master originais. Além disso, incluirão faixas bônus raras e inéditas.

Os discos são “Through The Looking Glass”, de 1987,  “Peepshow”, de 1988, “Superstition”, de 1991, e “The Rapture”, de 1995.

“Through The Looking Glass” traz, entre outras músicas, “The Passenger”, clássico de Iggy Pop que ganhou uma roupagem de sucesso com o grupo.

“Peepshow” traz o hit “Peek-a-Boo”. “Superstition” traz a boa “Kiss Them for Me”.  “The Rapture” não chegou a trazer um grande sucesso comercial, mas está longe de ser um disco ruim.

Para relembrar o grande grupo Siouxsie & The Banshees, o Roque Reverso descolou no YouTube os videoclipes de “The Passenger”, “Peek-a-Boo” e “Kiss Them for Me”.

25
ago
14

Os 65 anos de Gene Simmons

Gene Simmons - Foto: DivulgaçãoO mês de agosto de 2014 tem mais de uma figura importante do rock que completa 65 anos. Além de Mark Knopfler, do Dire Straits, que chegou à idade no dia 12, nada menos que Gene Simmons, do KISS, faz aniversário neste dia 25 de agosto e chega à marca importante.

Baixista e vocalista do lendário grupo de hard rock, Simmons é muito mais do que um músico, é o cérebro e transformador do KISS numa verdadeira empresa, que movimenta muito dinheiro e também tem o vocalista, guitarrista e parceiro eterno Paul Stanley como outra figura decisiva e fundamental para o sucesso e a longevidade da banda.

Quem conhece um pouquinho de música, sabe que o KISS não é nenhum exemplo de virtuosismo ou excelência musical. Mesmo assim, amparado naquele outro detalhe que move o rock há várias décadas, a diversão, o grupo está, sem a menor dúvida, entre os mais importantes não apenas do estilo, mas também de toda a música pop.

O personagem de Simmons, denominado The Demon, é praticamente o maior símbolo do KISS. A figura maquiada com a imensa língua para fora é conhecida até mesmo por quem não tem a mínima noção de rock n’ roll.

A despeito de todo o choque que a figura de Simmons pode causar, ele já disse “nunca ter consumido drogas, nunca ter fumado nem nunca ter bebido álcool demais em toda a sua vida”.

Nascido em Israel e naturalizado norte-americano, ele se chama, na verdade, Chaim Weitz. Não bastasse ser fundador e figura central de uma das maiores bandas da história do rock, Simmons é casado com a atriz e playmate Shannon Tweed há mais de duas décadas e tem 2 filhos com ela.

Como o negócio do Roque Reverso é som na caixa, descolamos três vídeos do KISS no YouTube. Fique inicialmente com os clipes de “I Love It Loud” e “Rock & Roll All Nite”. Para fechar, um vídeo histórico ao vivo da banda tocando “Deuce”, em São Paulo, no Monsters of Rock de 1994.

24
ago
14

Slipknot libera mais uma música do novo álbum

Slipknot - Foto: DivulgaçãoO Slipknot liberou mais uma música de seu novo álbum, que ainda não tem nome tampouco data de lançamento. “The Devil In I” traz o grupo norte-americano de Iowa de uma maneira um pouco menos pesada que “The Negative One”, a primeira música liberada do disco.

No início, a faixa nova traz uma levada que empolga bastante e ameaça ser algo arrebatador. Na sequência, porém, os vocais de Corey Taylor são mais limpos do que a maioria das faixas do Slipknot.

Muitos dos fãs mais exigentes acabaram lembrando, com a sequência da música, o outro grupo do vocalista, o Stone Sour, que tem uma proposta menos pesada.

Quem já havia escutado “The Negative One”, uma verdadeira paulada na cabeça, imaginava que o disco novo do Slipknot seria assim do começo ao fim, mas, agora, dá para perceber que nem tudo será ultrapesado.

“The Negative One” e “The Devil In I” são os primeiros sons oficiais do Slipknot desde a morte do baixista e compositor Paul Gray, em 2010, e da saída do excelente baterista Joey Jordison, em dezembro de 2014.

O provável novo disco também será o primeiro desde o álbum “All Hope Is Gone”, de 2008. Neste período, os brasileiros, por exemplo, foram privilegiados, pois testemunharam excelentes shows da banda no Rock in Rio de 2011 e no Monsters of Rock de 2013.

Nos últimos meses, o vocalista da banda, Corey Taylor, vem dando pistas sobre o lançamento do disco. Em julho, chegou a afirmar à imprensa que o álbum já estava “98% pronto” e que os fãs ganhariam algo realmente marcante.

Escute abaixo mais uma música do Slipknot:

22
ago
14

Whitesnake anuncia Joel Hoekstra como substituto do guitarrista Doug Aldrich

Joel Hoekstra - Foto: DivulgaçãoO Whitesnake anunciou Joel Hoekstra como o novo o substituto do guitarrista Doug Aldrich, que deixou o grupo em maio de 2014. A confirmação foi feita pelo líder e vocalista da banda, David Coverdale, em comunicado aos fãs no site oficial do conjunto britânico de hard rock.

A saída de Doug Aldrich, que o público brasileiro teve a oportunidade de conhecer em apresentações recentes do Whitesnake pelo País, com o grande show de 2011 em São Paulo e a excelente participação no Monsters of Rock de 2013, foi motivada por projetos pessoais do guitarrista.

Joel Hoekstra, por sua vez, foi recrutado do grupo norte-americano Night Ranger e caiu nas graças de Coverdale depois de, segundo o vocalista, ser um dos primeiros a colocar seu nome à disposição do Whitesnake após a saída de Aldrich.

No comunicado, Coverdale lembrou que Hoekstra ficou conhecido pelo grupo depois que o Night Ranger abriu shows que o Whitesnake realizou no Arizona (EUA) no ano passado.

“Todos estavam muito impressionados com ele, não somente por sua incrível habilidade na guitarra, mas também pela sua personalidade bem amigável. E ele estava definitivamente em nossas mentes quando começamos a procurar pelo substituto de Doug no Whitesnake”, destacou Coverdale.

Hoskstra ainda deve participar de alguns shows do Night Ranger nas últimas data da turnê de sua futura ex-banda. Depois disso, tende a seguir carreira integralmente com o Whitesnake.




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