19
dez
14

Monsters of Rock: confirmação do Coal Chamber e esclarecimento sobre problemas com ingressos

Monsters of Rock - Cartaz Atualizado de DivulgaçãoDois fatos novos relacionados ao Monsters of Rock de 2015: o primeiro é a confirmação de mais uma atração internacional, da banda norte-americana Coal Chamber; o segundo é o esclarecimento dos organizadores do festival sobre problemas que os fãs tiveram para comprar ingressos logo no primeiro dia de vendas das entradas.

Depois do bombástico anúncio do line-up no dia 17 de dezembro, a produção acrescentou o Coal Chamber. O grupo tocará na Arena Anhembi no sábado, dia 25 de abril, mesmo dia que terá Ozzy Osbourne como headliner.

No domingo, dia 26, nada mudou, com o KISS fechando a data.

Quanto ao esclarecimento sobre os problemas com os ingressos, após o grande número de reclamações dos fãs nas redes sociais, a produção do festival explicou em nota que, devido ao “sucesso absoluto e à forte demanda”, a partir do período da manhã, o site da Ingresso Rápido apresentou “momentos de instabilidade” já solucionados.

Com a inclusão do Coal Chamber, a divisão por dia do Monsters of Rock de 2015 ficou da seguinte forma: no dia 25, a escalação trará Ozzy Osbourne, Judas Priest, Motörhead, Black Veil Brides, Rival Sons, Primal Fear e Coal Chamber; no dia 26, o line-up terá KISS, Judas Priest, Manowar, Accept, Unisonic, Yngwie Malmsteen e Steel Panther.

Os ingressos do primeiro lote e o passaporte válido para os dois dias do festival (Monsters Pass) são limitados e estão disponíveis desde o dia 19 de dezembro de 2014, à zero hora, pelo site Ingresso Rápido.

Uma opção de venda sem taxa de conveniência em ponto físico é a Loja da Fnac em Pinheiros, na capital paulista. Há outros pontos aqui espalhados.

A entrada inteira para cada dia do festival custa R$ 350,00 no primeiro lote. O valor inteiro para o Monsters Pass é de R$ 620,00 nessa primeira leva. Uma ótima notícia é que não haverá a famigerada Pista Vip!

Compras até o dia 10 de janeiro podem ser feitas em 4 vezes sem juros. A partir do dia 11 de janeiro, poderão ser feitas em 3 vezes sem juros, em todas as formas de compra de ingressos.

Nas quatro edições que aconteceram no Brasil na década de 90, os festivais da série tiveram mais dinossauros do que revelações. Enquanto os eventos de 1994, 1995 e 1996 aconteceram no Estádio do Pacaembu, o festival de 1998, foi realizado na pista de atletismo do Ibirapuera.

A primeira edição, em 1994, trouxe quatro bandas nacionais (Angra, Dr. Sin, Viper e Raimundos) e quatro internacionais (Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e KISS).

Na edição de 1995, o número de atrações aumentou. A única banda nacional foi o Virna Lisi. Já entre o nomes internacionais, os representantes foram Rata Blanca, Clawfinger, Paradise Lost, Therapy?, Megadeth, Faith No More, Alice Cooper e Ozzy Osbourne.

Na edição de 1996, o grupo Raimundos foi o único brasileiro. Na parte internacional, os nomes foram Heroes del Silencio, Mercyful Fate, King Diamond, Helloween, Biohazard, Motörhead, Skid Row e Iron Maiden.

O Monsters de 1998 também trouxe grande número de atrações. Entre os brasileiros, os representantes foram o Dorsal Atlântica e o Korzus. Do lado internacional, Glenn Hughes foi o primeiro a tocar, seguido por Savatage, Saxon, Dream Theater, Manowar, Megadeth e Slayer.

Em 2013, o Monsters retornou para matar as saudades dos fãs e foi realizado na Arena Anhembi. Os headliners do ano retrasado foram o Slipknot, que fechou o primeiro dia, e o Aerosmith, que encerrou o segundo dia do evento. Destaque também para outros grandes shows, como os do Whitesnake e do Ratt. O festival também contou com as apresentações do Queensrÿche, do Korn e do Limp Bizkit e surpreendeu pela qualidade sonora na sempre questionada Arena Anhembi.

18
dez
14

Álbum emblemático e icônico da carreira do U2, ‘The Unforgettable Fire’ completou 30 anos em 2014

U2 - The Unforgettable Fire

Por Rafael Granato Valin Franco

Quarto disco de estúdio do U2, o “The Unforgettable Fire” completou em 2014 três décadas de existência, mas, ao ser ouvido hoje, ainda soa como um álbum moderno. Quem o escutar pela primeira vez e não conferir a data de seu lançamento, o dia 1º de outubro de 1984, diria que ele poderia ter vindo de uma época que remete ao futuro de glórias do próprio U2. Não é exagero dizer que este disco marcou o início de uma nova era para os então quatro jovens irlandeses, que deste álbum partiriam nos anos seguintes para três discos antológicos em sequência: o “Joshua Tree”, de 1987, o ao vivo “Rattle and Hum”, de 1988, e o “Achtung Baby”, de 1991.

Embora Bono Vox considere “Bad” e “Pride (In The Name of Love)”, duas das melhores músicas – para muitos as duas melhores do “The Unforgettable Fire” -, “esboços incompletos”, pois a banda ainda estava em busca da maturidade que depois alcançaria para se consagrar como uma das maiores de todos os tempos, a própria sinceridade do vocalista traduzia o que o grupo depois tornaria uma marca de sua trajetória: a ousadia e nenhum temor em mudar seu estilo.

Estilo este que depois ficaria mais pop, como o próprio nome homônimo ao estilo, do álbum de 1997, não deixa mentir. Muito criticado pelos fãs mais tradicionais e adeptos ao rock, pela sua linha mais eletrônica e até dançante em algumas canções, o disco “Pop” foi um outro passo polêmico da banda após o também contestado “Zooropa” (de 1993), que marcaria a icônica turnê “Zoo TV”, o auge da era futurista dos megashows do U2 nos anos 90.

Mas nada disso teria sido possível sem o primeiro passo mais ousado da carreira da banda com o lançamento do “The Unforgettable Fire”, que, por sinal, foi o primeiro de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr sob a produção de Brian Eno, músico que trabalhou com o grupo Talking Heads, e Daniel Lanois, engenheiro de áudio, que depois acompanhariam a banda ao longo de uma carreira que atingiria o seu auge naquela mesma década de 80 e início da de 90 com o “Achtung Baby”.

O som de protesto consagrado em “Sunday, Bloody Sunday”, do disco “War”, de 1983, terceiro álbum de estúdio da banda após os ainda “imaturos” “Boy” (de 1980) e “October” (1981), passou a dar lugar a um som que trouxe o U2 a uma nova plataforma, ampliando o seu alcance a um universo mais eclético de fãs.

A batida seca da bateria de Larry Mullen Jr e as letras diretas e mais agressivas, até do ponto de vista de sua sonoridade, deram lugar a ritmos conduzidos de forma mais lenta e explorando os instrumentos de maneira mais distribuída, assim como explorando mais os teclados, com menos peso no baixo de Clayton e na guitarra de The Edge, e abusando de sons atmosféricos que garantiram o ar moderno ao álbum, o que já fica claro desde a sua primeira faixa: “A Sort of Homecoming”.

Para mergulhar de cabeça em um novo ambiente musical e buscar inspiração, o U2 viajou pela Irlanda por alguns dias procurando locais que trouxessem a banda a uma nova “viagem sonora”, assim como iniciou as gravações deste seu quarto disco de estúdio no Slane Castle, em Dublin, onde o quarteto se sentiu à vontade para tocar as canções e chegou a utilizar um salão gótico do local para tentar encenar um clima ainda maior de “experimentalismo” neste início de nova fase para a banda.

Com toda esta preparação e ousadia, o U2 ao mesmo tempo não deixou de ser questionador ou de abordar temas polêmicos como fez em seus primeiros discos. Isso ficou claro na música “Bad”, que fala do vício em heroína, ou em “Pride (In The Name of Love)” e “MLK”, que foram compostas em tributo a Martin Luther King Jr, ícone da luta contra o racismo e pelos direitos civis nos Estados Unidos.

Já a faixa-título do álbum, “The Unforgettable Fire”, teve inspiração em uma exposição de arte, realizada no Museu da Paz de Chicago, em homenagem às vítimas dos bombardeios atômicos em Hiroshima e Nagasaki, ocorridos no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945. A letra da música, porém, não faz referência aos ataques nucleares e é bastante abstrata.

Com dez faixas ao total, “The Unforgettable Fire” chegou a receber fortes críticas por trazer algumas letras com conteúdo considerado vago ou músicas que pareciam inacabadas, mas se tornou marcante o suficiente para projetar um novo horizonte musical ao quarteto de Dublin, que depois provou ter dado um passo certeiro no caminho para se tornar uma das maiores referências da história da música e uma das bandas de maior sucesso comercial em todos os tempos. Foi um inquestionável início de uma nova era para o U2.

Para comemorar os 30 anos do grande disco, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube. Para começar, fique com o clipe de “Pride (In the Name of Love)”. Depois, veja uma apresentação ao vivo e histórica de “Bad”, no Live Aid, de 1985, e outra de “MLK”. Para fechar, o clipe da música “The Unforgettable Fire”.

17
dez
14

Monsters of Rock de 2015 terá Ozzy, KISS, Judas Priest, Motörhead, Accept, Malmsteen, Manowar e mais

Monsters of Rock - Cartaz de DivulgaçãoApós confirmar no dia 10 de dezembro a edição do Monsters of Rock de 2015, a produtora Mercury Concerts divulgou nesta quarta-feira, dia 17, o line-up do festival que acontecerá nos dias 25 e 26 de abril na Arena Anhembi. Ratificando vários dos rumores que já circulavam pela internet, foram anunciados os nomes de Ozzy Osbourne e do KISS como headliners do evento, com eterno vocalista do Black Sabbath fechando o primeiro dia e o grupo norte-americano encerrando o segundo dia.

Espécie de convidado especial do Monsters, o Judas Priest tocará nos dois dias do festival e se apresentará pouco antes de Ozzy e KISS.

As atrações não param por aí. Além dos três dinossauros do rock, o Monsters contará com outros veteranos, como o Motörhead, o Manowar, o Accept e o guitarrista Yngwie Malmsteen.

Também estão escalados o Black Veil Brides, o Rival Sons, o Primal Fear, o Unisonic e o Steel Panther.

A divisão por dia ficará da seguinte forma: no dia 25, a escalação trará Ozzy Osbourne, Judas Priest, Motörhead, Black Veil Brides, Rival Sons, Primal Fear; no dia 26, o line-up terá KISS, Judas Priest, Manowar, Accept, Unisonic, Yngwie Malmsteen e Steel Panther (veja atualização aqui).

Os ingressos do primeiro lote e o passaporte válido para os dois dias do festival (Monsters Pass) são limitados e estarão disponíveis a partir de 19 de dezembro de 2014, à zero hora, pelo site Ingresso Rápido.

Uma opção de venda sem taxa de conveniência em ponto físico é a Loja da Fnac em Pinheiros, na capital paulista. Há outros pontos aqui espalhados.

A entrada inteira para cada dia do festival custará R$ 350,00 no primeiro lote. O valor inteiro para o Monsters Pass é de R$ 620,00 nessa primeira leva. Uma ótima notícia é que não haverá a famigerada Pista Vip!

Compras até o dia 10 de janeiro podem ser feitas em 4 vezes sem juros. A partir do dia 11 de janeiro, poderão ser feitas em 3 vezes sem juros, em todas as formas de compra de ingressos.

Entre os fãs do heavy metal, houve quem reclamasse do festival ter escolhido muito medalhão. Mas a proposta do Monsters sempre foi essa, pelo menos em território nacional.

Nas quatro edições que aconteceram no Brasil na década de 90, os festivais da série tiveram mais dinossauros do que revelações. Enquanto os eventos de 1994, 1995 e 1996 aconteceram no Estádio do Pacaembu, o festival de 1998, foi realizado na pista de atletismo do Ibirapuera.

A primeira edição, em 1994, trouxe quatro bandas nacionais (Angra, Dr. Sin, Viper e Raimundos) e quatro internacionais (Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e KISS).

Na edição de 1995, o número de atrações aumentou. A única banda nacional foi o Virna Lisi. Já entre o nomes internacionais, os representantes foram Rata Blanca, Clawfinger, Paradise Lost, Therapy?, Megadeth, Faith No More, Alice Cooper e Ozzy Osbourne.

Na edição de 1996, o grupo Raimundos foi o único brasileiro. Na parte internacional, os nomes foram Heroes del Silencio, Mercyful Fate, King Diamond, Helloween, Biohazard, Motörhead, Skid Row e Iron Maiden.

O Monsters de 1998 também trouxe grande número de atrações. Entre os brasileiros, os representantes foram o Dorsal Atlântica e o Korzus. Do lado internacional, Glenn Hughes foi o primeiro a tocar, seguido por Savatage, Saxon, Dream Theater, Manowar, Megadeth e Slayer.

Em 2013, o Monsters retornou para matar as saudades dos fãs e foi realizado na Arena Anhembi. Os headliners do ano retrasado foram o Slipknot, que fechou o primeiro dia, e o Aerosmith, que encerrou o segundo dia do evento. Destaque também para outros grandes shows, como os do Whitesnake e do Ratt. O festival também contou com as apresentações do Queensrÿche, do Korn e do Limp Bizkit e surpreendeu pela qualidade sonora na sempre questionada Arena Anhembi.

Falem o que quiser, mas o Monsters of Rock de 2015, por enquanto, é o melhor festival do ano que vem. Enquanto o Lollapalooza divulgou atrações menos bombásticas e o Rock in Rio vem anunciando nomes a conta-gotas, o evento com DNA mais rock do País já tem uma escalação de peso e respeitável para quem gosta do estilo mais pesado.

Para comemorar o line-up do Monsters, o Roque Reverso descolou vídeos no YouTube das vindas anteriores de alguns grupos que virão na edição de 2015. Para começar, fique com Ozzy Osbourne, em 1995, cantando “Bark at the Moon”. Depois, veja o KISS com “Deuce”, em 1994; e o Motörhead, com “The Chase Is Better Than The Catch”, em 1996; .

16
dez
14

Marilyn Manson libera faixa de novo álbum previsto para janeiro de 2015

Marilyn Manson - Reprodução da Capa do novo álbumMarilyn Manson liberou para os fãs a faixa “Deep Six”, que integrará o álbum novo “The Pale Emperor”, previsto para janeiro de 2015.

O disco, cuja capa você pode ver ao lado, sucederá “Born Villain”, de 2012.

“The Pale Emperor” já está disponível para pré-venda no iTunes e na Amazon.

Nos Estados Unidos, o disco chegará oficialmente às lojas no dia 20 de janeiro. No Reino Unido, será lançado um dia antes.

A versão comum do álbum contará com 10 faixas. Há também uma versão deluxe com mais três músicas de bônus.

Antes da faixa “Deep Six”, o Marilyn Manson já havia liberado em outubro a música “Third Day Of A Seven Day Binge”.

Escuta abaixo a canção “Deep Six”:

15
dez
14

Banda L7 prepara retorno e convoca fãs

L7 - Foto: DivulgaçãoO mundo do bom e velho rock n’ roll está em festa porque uma das boas bandas de sucesso da última década do século XX anunciou que está preparando a retomada das atividades. Pela internet, o grupo L7 avisou que as integrantes da formação original estão conversando sobre o assunto que estão chegando a um consenso para o retorno.

No comunicado, a banda convocou os fãs para “espalharem a notícia”, compartilharem os posts do grupo e pedirem para os amigos curtirem a página oficial no Facebook.

O intuito do L7 é fazer com que a mobilização dos fãs desperte o interesse de promotores para a realização de shows da banda.

“Tem um provérbio que diz: ‘para educar uma criança é preciso uma aldeia inteira’, então para ter o interesse de promotores em realizar shows do L7, precisamos de um exército. Um exército de fãs. Não é brincadeira”, escreveram as componentes do grupo.

A banda está com site novo na internet. E aproveitou também para chamar os fãs para o cadastramento de e-mails para o recebimento das atualizações sobre o retorno.

Fundada em 1985 em Los Angeles, o L7 já despertou a curiosidade por ser formado por quatro mulheres de atitude e capazes de fazer um som bem pesado e contagiante.

A despeito de ter sido criado nos Anos 80, o grupo estourou comercialmente e bombou na MTV e rádios de rock apenas nos Anos 90, depois do lançamento do ótimo álbum “Bricks Are Heavy”, de 1992.

Numa época em que o bom rock de Seattle rompia barreiras com as diversas bandas que contagiavam os fãs do grunge, o L7, mesmo não sendo da mesma cidade, aproveitou que o estilo estava na crista da onda e simplesmente colocou as guitarras distorcidas para trabalhar para chegar ao sucesso.

No ano de 1993, o grupo veio ao Brasil para participar do Hollywood Rock. Num festival que tinha nada menos que Nirvana, Alice in Chains e Red Hot Chili Peppers, o L7 fez um dos melhores shows do evento.

A banda decidiu dar um tempo nas atividades em 2000. No total da carreira, foram seis álbuns lançados e vários hits que fizeram a cabeça de muito amante do rock n’ roll.

Para comemorar o retorno do L7, o Roque Reverso descolou vídeos no Youtube. Fique inicialmente com o clipe de “Pretend We’re Dead”. Depois, assista a um vídeo ao vivo de “Wargasm”. Para fechar, veja o clipe de “Everglade”.

 

 

 

 

 

13
dez
14

Show do Foo Fighters em Belo Horizonte muda de local e será agora na Esplanada do Mineirão

Foo Fighters - Foto: DivulgaçãoMudança no local do show do Foo Fighters em Belo Horizonte. De acordo com a produtora Time For Fun, a apresentação agendada para o Mega Espace será agora na Esplanada do Mineirão.

A data e horário do show permanecem iguais: dia 28 de janeiro de 2015, às 21h15.

Segundo a Time For Fun, quem já adquiriu ingresso poderá utilizá-lo normalmente na Esplanada do Mineirão.

Não há necessidade de troca.

Ingressos de Pista e Pista Premium estão disponíveis no site da Tickets For Fun (www.ticketsforfun.com.br), na bilheteria do Chevrolet Hall e demais pontos de vendas.

O cliente que não puder comparecer ao novo local da apresentação poderá solicitar reembolso até 20 de janeiro.

Para as compras realizadas em bilheterias ou pontos de venda, o cliente deve comparecer ao local onde adquiriu a entrada. Para as compras feitas na internet, a devolução do dinheiro será feita após contato com a central de relacionamento, no telefone: (11) 4003-5588, de segunda a sexta feira das 11 horas às 17 horas.

O Foo Fighters iniciará a passagem pelo Brasil no dia 21 de janeiro em Porto Alegre, no Estacionamento da Fiergs. Depois, tocará em São Paulo no dia 23, no Estádio do Morumbi. Na sequência, chegará ao Rio de Janeiro no dia 25 para tocar no Estádio do Maracanã. O fim da turnê em território nacional será em Belo Horizonte.

Neste link, é possível ver os detalhes dos preços dos ingressos em cada uma das cidades citadas.

Os fãs que assistirem à volta do Foo Fighters à América do Sul serão privilegiados. Porque a banda já vem por aqui após o lançamento do disco novo.

O nome do álbum é “Sonic Highways”, oitavo álbum da carreira do grupo e que sucedeu o ótimo e premiado “Wasting Light”, de 2o11.

Os brasileiros costumam ter sorte para presenciar grandes momentos do Foo Fighters. Nas duas vindas da banda ao País, os shows foram memoráveis.

A primeira vez foi em 2001, quando os norte-americanos fizeram um dos melhores shows do Rock in Rio. A segunda foi em 2012, quando a cidade de São Paulo recebeu a banda como atração principal do festival Lollapalooza.

11
dez
14

Tempos delicados: a ameaça conservadora

John Lennon e Yoko Ono, em foto histórica tirada por  Annie Leibovitz em 1981Vivemos tempos delicados. Essa frase provavelmente já se aplicou em todas as épocas e todos os lugares do mundo, em cada situação a seu modo. O tempo delicado de nosso lugar e nossa época é a caretização desenfreada de uma sociedade hipócrita, assim como suas consequências.

Quem ridicularizou ou menosprezou os avanços da extrema-direita no Brasil e no mundo ao longo dos últimos poucos anos agora ergue a sobrancelha em sinal de preocupação com os higienistas de plantão.

A eleição presidencial mal tinha terminado e uns gatos pingados já estavam nas ruas para pedir um novo golpe militar e acabar com essa tal de democracia. Talvez se trate de pessoas ansiosas por verem familiares e amigos sendo presos, torturados, mortos ou simplesmente desaparecerem pelas mãos de uma nova Redentora.

Talvez só estejam cansadas de ver a mídia divulgar tantos escândalos e o andamento de tantas investigações sobre suspeitas de corrupção. Afinal, não haveria mais notícias sobre temas tão incômodos, e muito menos investigações. Ou então, como bem lembrou o amigo jornalista Mario Rocha, se trate apenas de gente com saudade não apenas da censura às notícias, mas também aos discos, aos livros, aos shows, aos filmes e às peças de teatro.

As Senhoras de Santana do século 21 não conseguiram insuflar o golpe que tanto almejam (ainda?), mas crimes já são cometidos em seu nome. No fim de setembro, o jovem Hiago Augusto Jatoba de Camargo foi morto a facadas em Curitiba enquanto trabalhava como cabo eleitoral de Gleisi Hoffman (PT), candidata derrotada na campanha para o governo do Paraná.

Agorinha mesmo, no último dia 10 de dezembro, enquanto o Brasil era tardiamente apresentado às conclusões e recomendações da Comissão da Verdade, responsável por esclarecer as responsabilidades pelos abusos cometidos durante a ditadura cívico-militar (1964-1985), o excelentíssimo senhor deputado Jair Bolsonaro (PP) tomou a tribuna do Congresso Nacional para dizer à ex-ministra e também deputada Maria do Rosário (PT) que só não a estupraria porque ela não merece.

Bolsonaro claramente abusa de sua imunidade parlamentar para permanecer impune. Tem gente querendo vender o tema como “polêmica”, mas se trata de crime. Talvez ninguém se espante se o Congresso não cassar o mandato de Bolsonaro para que este possa responder criminalmente pela agressão. Afinal, trata-se de um caso explícito e registrado de ameaça de violência contra a mulher levado a um Congresso dominado por homens em um país machista.

Maria do Rosário - Foto: Agência BrasilE o que isso tem a ver com rock? O rock, apesar de ter conquistado o mundo por seu caráter libertário e revolucionário, é também um meio dominado por homens e muitas vezes conservador e machista. Dave Mustaine, Yngwie Malsmsteen e Ted Nugent aparecem entre os grandes nomes da vanguarda do atraso roqueiro no plano internacional. No Brasil, Lobão e Roger Moreira disputam palmo a palmo algum prêmio de indigência política que sabe-se lá por que ainda não foi criado.

Quem discorda pode até achar exagero isso, ou achar que existe “mulher pra casar e mulher pra transar”, mas provavelmente recorrerá a outro peso e a outra medida se um dia o alvo dessa violência for sua mãe (salvo os bebês de proveta e os entregues pela cegonha todo mundo tem uma; árbitros de futebol têm duas), sua irmã, sua filha ou qualquer mulher com quem se tenha alguma relação de afeto.

O machismo, assim como o racismo, é um sistema de opressão e violência. Vivemos em uma sociedade machista, é fato. Mas isso é uma criação coletiva. Não tem que ser assim pra sempre. Mudá-la e torná-la mais civilizada cabe a cada um de nós. O combate a sistemas de opressão não é apenas legítimo, mas tarefa obrigatória para quem almeja melhoras em uma sociedade desigual e injusta como a que vivemos. Um dos caminhos é o repúdio a toda e qualquer forma de violência, venha esta de onde vier.

O Roque Reverso força o gancho, mas não se omite. Para inspirar uma trilha sonora de combate à violência contra a mulher, fique com “Rape Me” (Nirvana), “Luka”(Suzanne Vega) e “Camila, Camila” (Nenhum de Nós).




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